Candidatos ao Senado no Pará dependem do STF

Rocha e Barbalho renunciaram para fugir da cassação e são questionados pela Lei Ficha Limpa

Pollyana Bastos, iG Pará |

O resultado de empate – cinco a cinco – do julgamento de Joaquim Roriz (PSC-DF) no Superior Tribunal Federal (STF) na madrugada de ontem não alterou o ritmo de campanha eleitoral de dois candidatos ao Senado pelo Estado do Pará, Jader Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT). Eles tiveram a validade de suas candidaturas questionada com base na Lei da Ficha Limpa.

Jáder e Rocha continuam em campanha, até que o STF conclua a sessão de julgamento do recurso impetrado pela assessoria de Roriz, que disputa com Agnelo Queiroz (PT-DF) o governo do Distrito Federal. A situação dos candidatos paraenses é semelhante ao do ex-senador e ex-governador do Distrito Federal.

Jader e Rocha também renunciaram a mandatos para escapar de processos de cassação. Em 2001, Jader Barbalho abriu mão de sua vaga no Senado, onde era investigado por envolvimento em um esquema de desvio de verbas. Paulo Rocha era deputado federal, mas saiu da Câmara em 2005 por suspeita de participação do mensalão, cujo processo também tramita no STF.

A candidatura de Jader e Paulo Rocha foi liberada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), mas o Ministério Público Eleitoral (MPE), que havia solicitado a impugnação, entrou com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que decidiu invalidar as candidaturas. Diante do parecer contrário, entraram com recurso no STF.

Enquanto os processos não são julgados, Jader Barbalho e Paulo Rocha continuam em campanha e aparecem respectivamente em primeiro e segundo lugar em pesquisa divulgada na semana passada pelo instituto Veritate. Na última apuração do Ibope, Jader aparece com 42% das intenções de voto e Paulo Rocha com 29%.



    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG