Tarso, Fogaça e Yeda participaram de seminário em Porto Alegre

O Seminário Internet para Todos, promovido pela Subcomissão da Internet para Todos, reuniu na manhã desta terça-feira, na Assembléia Legislativa de Porto Alegre, os três candidatos favoritos ao governo do Rio Grande do Sul. Tarso Genro (PT), José Fogaça (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB) se revezaram com diversos painelistas durante o evento, que se estenderá por todo o dia.

O primeiro dos candidatos a falar foi Tarso. O petista fez um discurso voltado para a inclusão social, falando da importância de um ensino básico forte para a retirada dos jovens da criminalidade, e defendeu a implantação de uma disciplina de computação nessa etapa do ensino.

Tarso destacou também sua atuação como ministro da Educação do governo Lula. Lembrou o programa “Um computador por aluno”, do MEC, declarou apoio ao Software Livre e prometeu criar um programa de conectividade estadual, além de estender a banda larga para todo o Estado. Nesse sentido, falou em parceria com o governo federal e seu Programa Nacional de Banda Larga. Tarso lembrou, por fim, das redes sociais, e encerrou convocando: “Twitteiros, uni-vos!”.

Fogaça focou seu discurso em propostas de desenvolvimento regional, afirmando a importância do crescimento de uma região ajudar o da outra. Justificando diversos comentários sobre a estrutura das estradas gaúchas, o peemedebista defendeu a ideia de desenvolvimento em rede, e arrematou: “Desenvolvimento em rede se faz com estradas e com internet para todos”.

Fogaça detalhou ainda as medidas que tomou, como prefeito de Porto Alegre, para levar a inclusão digital ao bairro da Restinga, um dos mais pobres da capital gaúcha. Explicou que, além da ajuda à população do bairro, a chegada da banda larga estimulou empresas a chegarem a Restinga. Ainda falou das facilidades possibilitadas pelo uso público da internet, como na saúde, onde, em alguns casos, não há a necessidade de o médico especialista encontrar o paciente pessoalmente.

Após entrar cercada por militantes pagos que a esperavam na entrada do auditório, a governadora Yeda Crusius foi a última candidata a discursar no Seminário. Yeda contou que acompanhou o “início de democratização da informação através da internet”, e disse acreditar que “a internet dá uma possibilidade infinita de conhecimento”.

Disse que seu discurso seria um “tributo a Sérgio Motta”, pois foi ele quem começou, segundo a governadora, a defender a importância do acesso universal à banda larga. Yeda admitiu que não conseguiu implantar a ideia no Rio Grande do Sul, justificando o problema com dificuldades financeiras, mas contou que a criação de uma companhia específica para cuidar do assunto foi publicada nesta terça no Diário Oficial.

“Plantamos tudo, só falta a banda larga. Não podemos mais nos atrasar, já nos atrasamos muito, por falta de recursos”, afirmou. A tucana ressaltou ainda a importância da Procergs como ferramenta do governo estadual para um melhor uso da internet em diversos setores da administração pública. Isso antes de encerrar sua fala – e a participação dos candidatos ao Piratini no Seminário – pedindo: “como candidata, só posso ser governadora se tiver o voto majoritário. Estou pedindo o voto de vocês”.

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