Candidatos ao governo de São Paulo debatem na TV hoje

Encontro realizado pela Band será o primeiro de seis debates entre os concorrentes ao governo paulista

Matheus Pichonelli e Piero Locatelli, iG São Paulo |

Será realizado hoje o primeiro embate entre os candidatos ao governo de São Paulo. O debate da Band, às 22h, precede outros cinco que serão realizados até o primeiro turno da eleição.

Seis candidatos foram convidados pela Band. Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), os mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto até o momento, sentarão lado a lado. Além deles, também participarão Celso Russomanno (PP), Paulo Skaf (PSB), Paulo Bufalo(PSOL) e Fábio Feldmann (PV). A mediação será feita pelo jornalista Boris Casoy.

Além da Band , a rede Gazeta, a Folha de S. Paulo, a TV Record e a Rede Globo também deverão realizar debates entre os candidatos a governador. A Rede TV!, o SBT, a MTV e o portal da revista Veja também negociam a organização de encontros junto às campanhas.

5 contra 1

O tucano Alckmin acredita que será o alvo principal dos adversários. Com todas as pesquisas de opinião dando sua vitória no primeiro turno, o candidato deverá ser o mais questionado pelos demais concorrentes.

“Eu vejo com naturalidade isso, eu sou o único que representa o governo”, diz o candidato do PSDB, partido que comanda o Estado há quase 16 anos.

Integrantes da campanha de Alckmin acreditam que o candidato manterá a postura calma da sua campanha no debate e não partirá para o confronto com os adversários. No embate, ele deverá apresentar as propostas que já vem falando até agora, como a ampliação do ensino técnico e a expansão do transporte sobre trilhos.

Edinho Silva, presidente do PT em São Paulo, afirma que Mercadante terá uma postura “propositiva”. “Vamos para o debate para apresentar propostas. Essa é a linha”. Na semana passada, o senador petista anunciou que não espera um debate morno entre os candidatos.

Para Edinho, no entanto, é possível abordar temas espinhosos para o candidato do PSDB, que governa o Estado há 16 anos, como pedágios e segurança pública, sem partir para o ataque ou rebaixar o encontro. Ele avalia, porém, que a participação de seis candidatos deve dificultar um confronto mais claro de ideias entre os principais concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes.

Celso Russomanno também reclama do formato do debate. Segundo ele, as regras impostas pelas assessorias dos candidatos deixarão a discussão muito travada. “O debate não vai ser morno, vai ser frio”, diz Russomanno. “Está cheio de problema por aí e o candidato do governo não quer falar.”

Para o candidato do PP, o tucano deverá ser mais pressionado porque o PSDB "têm a caneta na mão. É o ônus de responder pelo que faz.”

Nanicos
Com pouco tempo no horário eleitoral gratuito, os outros candidatos deverão aproveitar a exposição semelhante a dos outros favoritos na noite desta quinta-feira para se tornarem mais conhecidos.

“O debate é muito importante porque temos tempos iguais e falamos direto, sem marqueteiros”, diz Bufalo, candidato do PSOL. Ele disse que tem um projeto parecido com o do presidenciável Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), que foi o participante mais incisivo do último debate.“Ele pressupõe uma análise crítica antes de apontar a saída, é isso que dá um tom mais agressivo a ele”, disse Bufalo.

O candidato do PSOL disse que Mercadante e Alckmin vêm protagonizando um debate que não muda de tom, um “samba de uma nota só”.

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