Candidatos ao governo concordam em quase tudo em debate da OAB/SC

Principais nomes da corrida eleitoral catarinense mostraram posições praticamente idênticas em sabatina

Emerson Gasperin, iG Santa Catarina |

Os três nomes mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto ao governo catarinense voltaram a se encontrar na manhã desta quinta-feira, em debate promovido na seção catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Angela Amim (PP), Ideli Salvatti (PT) e Raimundo Colombo (DEM) dividiram a bancada com Rogério Novais (PV) diante de pouco mais de 100 pessoas – entre as quais era impossível identificar alguém que não fosse candidato, integrante de algum comitê de campanha ou profissional do Direito.


Tanto nas respostas às questões formuladas pela entidade quanto entre si, os quatro praticamente tiveram posições idênticas, distinguidas por uma ou outra crítica pontual. Todos ressaltaram que o Estado deve pagar os precatórios (dívidas resultantes da perda de ações judiciais por parte dos governos federal, estadual e municipal), estimados por Colombo em R$ 600 milhões. “Vamos organizar essa conta e fazer um pacto para ressarcir o cidadão”, resumiu Novaes.

Mesmo quando um candidato dirigiu-se a outro, prevaleceram generalidades, facilitadas pela amplitude dos temas levantados. Desta forma, Angela receitou “focar no pequeno produtor” para incrementar a agropecuária, Ideli comprometeu-se a “fazer com que as coisas funcionem e sejam melhores” na gestão do governo e Colombo indicou a “adoção da polícia comunitária” como uma das soluções para a falta de segurança.
Divulgação
Novaes, Ideli, o mediador Moacir Pereira, Colombo e Angela Amin

O tom só se elevou no momento em que a petista abordou o senador do DEM sobre direitos humanos nos presídios, citou recentes casos de violência ocorridos nas penitenciárias catarinenses. Colombo falou do problema da superlotação (“há 14 mil detentos para 7,1 mil vagas) e na réplica, ouviu Ideli dizer que estava tocando naquele assunto porque havia estranhado uma declaração dele no debate realizado no último domingo pela rádio Rural, de Concórdia, no Oeste do Estado.

A senadora lembrou que, na ocasião, Colombo afirmara que “bandido tem que ser tratado como bandido, sem muitos direitos humanos”. “Ora, quem está preso tem que ter todas as garantias”, replicou ela. O candidato da aliança que governa o Estado desde 2003 pediu direto de resposta, negado pela comissão da OAB. Mais tarde, foi à forra ao apontar a “baixa remuneração do SUS” como causa do “colapso na saúde pública”.

O debate está programado para continuar nesta tarde, com os demais quatro candidatos à sucessão estadual. Mas, como Amadeu Hercilio da Luz (PCB), Gilmar Salgado (PSTU) e Valmir Martins (PMN) anunciaram que não iriam participar em protesto pela separação do evento em duas partes, José Carmelito Smieguel (PMN) corre o risco de ficar falando sozinho.

Pinga-fogo
Antes das considerações finais, cada candidato foi submetido a um breve questionário sobre suas preferências culturais:

-Angela Amin
Último livro que leu: "O Vendedor de Sonhos", de Augusto Cury
Um cantor brasileiro: Chico Buarque
Um livro de autor catarinense: "Mistério de Santa Catarina", de Rodrigo de Haro

-Ideli Salvatti
Último filme a que assistiu: "Chico Xavier"
Uma música: “O Bêbado e a Equilibrista”
Um pintor catarinense: Martinho de Haro

-Raimundo Colombo
Um bom livro: "Tempos Muito Estranhos", de Doris Kearns Goodwin
Um ator brasileiro: Toni Ramos
Um autor catarinense: Victor Konder

-Rogério Novaes
Um bom filme: “Nenhum que eu me lembre”
Uma cantora brasileira: Simone
Um diretor catarinense: Rogério Sganzerla

    Leia tudo sobre: debateoabeleiçõeseleições sc

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG