Mário Agra questionou a origem do dinheiro que os seus adversários vão gastar nas eleições deste ano

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O candidato ao governo de Alagoas pelo PSOL, Mário Agra, questionou a origem do dinheiro que os seus adversários vão gastar nas eleições deste ano, conforme os orçamentos apresentados à Justiça Eleitoral. Ao ser sabatinado nesta segunda-feira pela Federação do Comércio (Fecomércio), Agra observou que o Estado acabou de passar uma das maiores tragédias naturais do País, mas, mesmo assim, os três principais candidatos ao governo apresentaram estimativas de gastos que superam candidaturas majoritárias em Estados mais ricos da Federação.

"Nós temos três orçamentos: R$ 30 milhões, R$ 15 milhões e R$ 9 milhões. Ora, de onde é que vem esse dinheiro?", questionou o candidato do PSOL. A maior estimativa de gastos foi apresentada pelo governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), o segundo maior orçamento foi apresentado pelo ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) e o terceiro foi registrado pelo senador Fernando Collor de Mello (PTB). Agra relatou que, em contato com seus correligionários, muitos ainda acreditam que esse montante tem origem no partido, no âmbito nacional.

"Mas não é bem assim. Na verdade, esses recursos são de figuras que têm interesse no futuro do governo de Alagoas. São oriundos de alguns setores da sociedade que investem nesses candidatos com o objetivo de tirar proveito depois", afirmou o candidato. Para Mário Agra, é um desrespeito à sociedade investir R$ 54 milhões em três campanhas, "quando várias cidades do Estado foram destruídas pelas enchentes e os desabrigados estão sofrendo até hoje, sem ter onde morar".

Mário Agra disse ainda que não tem sentido todo esse gasto numa disputa eleitoral. "Não tenho dúvidas que qualquer um desses candidatos que pegue e gaste esse dinheiro seja 'Ficha Suja'", afirmou o candidato do PSOL. Ele desafia que seus adversários estejam superestimando os gastos, com o objetivo de tirar proveito das sobras dessas campanhas. "Afinal os gostos estimados são maiores do que a estrutura dos partidos desses candidatos. Além disso, o orçamento apresentado é muito maior do que o patrimônio desses candidatos", observou.

"Nosso orçamento foi construído em cima do nosso ideal. Um valor que julgamos necessário para construir nossa campanha", disse Agra. O candidato do PSOL declarou à Justiça Eleitoral que vai gastar R$ 300 mil na sua campanha. Durante a sabatina, Agra afirmou que a Lei da Ficha Limpa será uma determinante para reverter o quadro político do País. Para ele, a população está consciente de que não deve vender o voto, nem votar em quem tem ficha suja. "O problema é a força do poder econômico", disse.

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