Candidato acusado de fraude é preso e liberado no Rio

Acusado de integrar quadrilha de clonagem de cartões, lei eleitoral impediu prisão do candidato a deputado Jorginho Dias (PCdoB)

Agência Estado |

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Acusado de integrar uma quadrilha de clonagem de cartões bancários, o candidato a deputado estadual pelo Rio de Janeiro Jorge Luiz da Silva Dias, o Jorginho Dias (PCdoB), foi preso e liberado, ontem, numa operação realizada pela Polícia Civil. Ele, que é agente da corporação, não teve a prisão cumprida em atendimento à Lei Eleitoral, que estabelece que candidatos não sejam presos a partir de 15 dias anteriores às eleições e até 48 horas após o término da votação - a exceção ocorre para prisões em flagrante e crimes inafiançáveis.

De acordo com as investigações da Operação Traidor, Jorginho Dias era um dos integrantes de uma quadrilha que tinha ainda outros dois policiais civis. "Conversei com o policial e ele negou participação na quadrilha. Disse que se trata de um homônimo, mas, de qualquer forma, determinei que ele se apresente à Corregedoria no próprio domingo para que seja cumprido o mandado de prisão", disse o delegado responsável pela delegacia em que Jorginho é lotado, a 73ª Delegacia de Polícia (DP) (Neves), Luiz Antonio Ferreira.

O policial não retornou aos recados deixados no partido, na delegacia e com seus advogados. O advogado Gustavo Dias da Paixão, que representa o PCdoB, também não quis comentar o caso.

A candidatura de Jorginho foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por falta de documentos. Ontem, recurso contestando o indeferimento foi arquivado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nas certidões apresentadas à Corte, constam contra o candidato um processo arquivado por uso ou posse de drogas da antiga Lei 6.368/98 e outros dois processos, sem condenação, por uso de documento falso e roubo.

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