Campanha de Jarbas Vasconcelos vê dificuldades aumentarem

Além da desvantagem mostrada pelas pesquisas, peemedebista vê seus aliados aderirem ao atualcandidato à reeleição, Eduardo Campos

Thaisa Lisboa, iG Pernambuco |

O clima da aliança de oposição ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), está se tornando cada dia pior. A coligação “Pernambuco Pode Mais”, que tem o senador Jarbas Vasconcelos como candidato a governador, é formada por vários partidos, dentre os quais o PMDB, o DEM, o PSDB e o PPS.

Desde o início, o senador peemedebista relutou em ser candidato, por se mostrar sem motivação para a disputa e pelo grande favoritismo de seu opositor, o socialista Eduardo Campos. Entretanto, acabou sendo convencido pelo PSDB sob o argumento de fortalecer o palanque de José Serra no Estado.

Quando finalmente decidiu ser candidato, viu um dos seus principais aliados, o PSDB, simplesmente deixá-lo sem palanque em vários municípios, pois os prefeitos tucanos aderiram para o lado de Campos. Para piorar a situação, o senador e presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, resolveu não sair candidato à reeleição.

Guerra alegou não ter tempo para uma disputa majoritária, devido à coordenação geral da campanha de Serra à Presidência. Além disso, as reduzidas chances de reeleição do tucano pesaram na decisão, que estava em quarto lugar em todas as pesquisas de opinião.

Com enorme desvantagem nas pesquisas, a crise entre os partidos começou a ficar visível. Neste domingo, o deputado estadual Pedro Eurico, fiel escudeiro do presidente do PSDB, deu uma entrevista ao Jornal do Commercio , expondo feridas abertas desde o fim do governo Jarbas.

“O que Eduardo Campos está fazendo agora, de tentar cooptar quadros, foi feito exatamente do mesmo jeito por doutor Jarbas Vasconcelos, que quando chegou ao governo foi buscar no PSB quadros para garantir sua governança”, disse Eurico.

No fim da tarde deste domingo, Jarbas respondeu ao deputado através do jornal, dizendo que ele deveria arrumar uma outra forma de aderir a Eduardo Campos. Nos bastidores, os peemedebistas não disfarçam o clima de traição que sentem, principalmente, por acreditarem ser os responsáveis pela eleição de Guerra para o Senado, em 2002.

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