Calazans e Graça Pereira negam ser donos de centros sociais

Promotora eleitoral afirma que local só funciona por causa da ajuda dos deputados estaduais

iG Rio de Janeiro |

A assessoria de imprensa do deputado estadual do Rio Alessandro Calazans (PMN) informou que o local com material em seu nome é uma associação de moradores de Anchieta e não um centro social mantido por ele. De acordo com a assessoria, os remédios encontrados, portanto, não são sua responsabilidade.

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Em panfletos encontrados em centro social, Calazans convida eleitores a receberem "diversos atendimentos gratuitos"
“Dizer que são do Alessandro é uma falácia. Havia material dele e de outros políticos, mas nada com número de candidatura”, diz a assessoria do candidato.

“É uma argumentação completamente esvaziada de qualquer conteúdo porque a gente percebe, inclusive na inquisição do presidente da associação, que aquilo ali não tem a menor condição de funcionar sem a ajuda do Calazans”, rebate a promotora Cláudia Novack.

Graça Pereira "desconhece" atendimentos

Também por meio de sua assessoria de imprensa, a deputada Graça Pereira (DEM) informa que "não possui nenhum centro social".

"A deputada Graça Pereira não faz parte da direção do CGE ( Grupo Comunitário Equipe Jorge Pereira ), é uma mera fundadora, desconhecendo por completo os trâmites internos do centro", diz em e-mail enviado para o iG . "( Ela ) Apenas comparece aos eventos de maior relevância, sempre que dispõe de tempo."

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Cartaz fixado em balcão de atendimento do CGE diz que deputada convida eleitores a conhecer o trabalho dela na Alerj

De acordo com a assessoria de Graça Pereira, no dia da apreensão do TRE, há dois meses, a deputada estava no local porque havia um evento para comemorar os 27 anos de fundação da entidade. "Por certo a parlamentar não perderia o evento, entretanto, não há nenhuma ligação entre os atendimentos do CGE com direcionamentos políticos em favor da deputada como se está querendo dar a entender", finaliza a nota.

“Na verdade, eles tentam fazer isso ( negar que sejam donos dos centros ) como forma de se esquivarem de algum tipo de fiscalização eleitoral. Mas os centros sociais funcionam às custas deles”, diz Novack.

* Reportagem de Flavia Salme, Raphael Gomide e Samia Mazzucco

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