Cabral vota e diz que feriado não interfere na votação

Governador do Rio nega que feriadão favoreça Dilma, já que servidor público tem `apoio¿ do governo Lula

Vicente Seda, iG Rio de Janeiro |

Criticado por ter deslocado o feriado do servidor público de terça-feira (2) para segunda-feira (1), criando um período de três dias sem trabalho no Estado, o governador reeleito do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), ao votar neste domingo (31), negou que a decisão interfira na votação. Para ele, não há possibilidade de ter prejudicado o presidenciável José Serra (PSDB) com a decisão, já que, segundo ele, o servidor público tem maior tendência de votar na candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT).

Vicente Seda/iG
O governador do Rio, Sérgio Cabral, votou em Copacabana
“Esse feriado está marcado há muito tempo. O funcionário público tem o dia dele. Quem disse que o servidor público vota no outro candidato? Pelo contrário, nunca se viu tanto apoio ao servidor como no governo Lula, se comparar com os oito anos anteriores, acho que o servidor é muito mais grato ao Lula e à Dilma”, justificou Cabral.

O governador disse ter certeza da vitória de Dilma e voltou a afirmar que, no governo atual, o Estado virou “referência em política pública” e deve ser grato ao presidente Lula.

“A Dilma comandou esse processo como chefe da Casa Civil. O povo do Brasil, especialmente do Rio, dará a resposta hoje, agradecendo e confiando nessa parceria”, disse Cabral. Indagado sobre a possibilidade do presidenciável pelo PSDB José Serra ser eleito, não hesitou: “eleição e mineração, só depois da apuração. Nessa hipótese eu só falo depois, mas tenho certeza que vamos ganhar. A Dilma ganha e a resposta no Rio será extraordinária”, completou.

Royalties: 'não haverá perda de receita'

O governador também comentou a polêmica em torno emenda Ibsen-Simon, que tira o privilégio dos estados produtores de petróleo, como o Rio, no recebimento dos recursos dos royalties. De acordo com Cabral, Dilma vai honrar o acordo entre ele, Lula e ela para mudar o regime manter os benefícios a que o Rio tem direito atualmente.

“(Não haverá) perda de receita, e os outros estados vão ganhar também. Foi um acordo positivo e produtivo para todo o Brasil. Entretanto, prevaleceu uma demagogia no Congresso Nacional que o presidente Lula irá vetar para que prevaleça o acordo”, avaliou Cabral.

Cabral ouve reclamação de eleitora

Sérgio Cabral foi bastante atencioso na chegada ao colégio. Conversou rapidamente com eleitores, mesmo com uma pequena multidão ao seu redor. Ouviu queixas, como a da enfermeira aposentada Maria Margarida Costa, de 73 anos, que relatou ter sido impedida de subir em um ônibus por causa do adesivo de apoio a Dilma colado no seu casaco.

Segundo ela, o motorista disse: “Não quero nada com esse povo do Cabral”. O governador ouviu, perguntou qual era a empresa, e prometeu acionar o prefeito. Cabral não perdeu a chance de fazer média. Durante o caminho, além de muitos abraços, beijos e apertos de mão, encontrou “o melhor zagueiro da praia”, “o melhor garçom do Rio” e saiu fazendo sinal de vitória para Dilma. Por outro lado, também houve quem reclamasse da confusão em torno do voto do governador.

Cabral votou às 11h45 acompanhado de sua mulher, Adriana Ancelmo, e um de seus cinco filhos. Ele ficou apenas 20 minutos na Escola Roma, em Copacabana, onde vota e seguiu para sua casa de veraneio em Mangaratiba, onde acompanha a apuração.

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