Cabral não irá a favelas com tráfico: 'não dialogo com marginais'

Já Gabeira promete políticas de segurança com 'inteligência' e volta a afirmar que UPP não basta

Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro |

Os dois candidatos que lideram a disputa pelo governo do Estado do Rio voltaram a falar de segurança nesta quinta-feira (2). O governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, afirmou que não deverá fazer campanha em comunidades dominadas pelo tráfico, rebatendo as críticas de seu adversário, Fernando Gabeira (PV), que defendeu em sua propaganda eleitoral que o Estado deve “ocupar todas as áreas públicas”.

“Não há acordo com o poder paralelo, não dialogo com marginais", disse Cabral. "Sou governador, tenho que administrar o estado, trabalhar. Além disso, a recuperação da cirurgia no joelho também está limitando minha mobilidade”, justificou o governador, durante um almoço na Firjan promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha.

O governador também afirmou que as UPPs chegarão a todas as comunidades do Estado, inclusive no interior, caso seja reeleito.

No Rio, ‘vivemos a fase do coronelismo’, diz Gabeira

Em entrevista ao jornal do SBT nesta quinta-feira, à tarde, o candidato do PV voltou a falar de segurança pública e criticar a atuação de Cabral na área. Gabeira elogiou as UPPs, mas afirmou que elas não são o bastante para resolver o problema de violência do Estado. “Queremos usar a inteligência”, resumiu ele.

O verde propôs replicar o sistema de policiamento de rua da Colômbia, em que policiais se dividem em equipes de três, sendo cada uma responsável por fiscalizar uma rua.

Em visita à cidade de Barra Mansa pela manhã, o candidato verde comentou a violação do sigilo fiscal da filha do candidato à Presidência José Serra, Verônica Serra. Gabeira comparou o episódio com a ação da Procuradoria Regional Eleitoral contra o governador Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição e, por isso, seu adversário na disputa eleitoral.

"No Rio, estamos vivendo a fase do coronelismo. Prefeitos obrigando os funcionários públicos a votar nos candidatos do Cabral", criticou o verde.

Sobre a quebra do sigilo fiscal de Verônica Serra , Cabral afirmou que o caso não representa fragilidade na democracia brasileira, mas força. “Tudo está sendo noticiado pela imprensa, graças a Deus. Há investigação, o Ministério Público está trabalhando. Sem democracia, isso não aconteceria”, afirmou Cabral.

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