Brigas marcam última rodada de debates em dois Estados

Na maioria dos Estados, favoritos optaram por evitar confronto com rivais do lado de dentro do estúdio

iG São Paulo |

A cinco dias da eleição, os candidatos que lideram as pesquisas em alguns dos principais colégios eleitorais do País optaram por evitar o confronto direto com adversários na última rodada de debates estaduais, realizada pela TV Globo na noite desta terça-feira. Ainda assim, em pelo menos dois importantes colégios eleitorais do País, o clima morno dentro do estúdio não impediu que brigas tomassem forma do lado de fora.

No Distrito Federal, antes mesmo de os candidatos se instalarem no estúdio da emissora, apoiadores do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e do petista Agnelo Queiroz trocaram socos, pontapés, bandeiradas e até pedradas. A briga começou por volta das 21h30, após a chegada do casal Joaquim e Weslian Roriz (PSC) ao prédio da emissora.

Do lado de dentro, entretanto, o debate marcou a estreia de Weslian nos confrontos na televisão. Visivelmente atrapalhada, a esposa de Roriz recorria o tempo todo a anotações. Ainda assim, confundiu-se em mais de uma ocasião ao formular ou responder a perguntas. “É a falta de prática”, reconheceu a candidata.

O clima esquentou também do lado de fora do debate realizado pela TV Verdes Mares, afiliada da Globo em Fortaleza. Depois de o governador e candidato à reeleição Cid Gomes (PSB) passar o debate inteiro procurando evitar o confronto com os rivais Lúcio Alcântara (PR) e Marcos Cals (PSDB), seu irmão, o deputado Ciro Gomes (PSB), bateu de frente com o prefeito de Maracanaú (CE), Roberto Pessoal, na saída do evento. Ciro chamou Pessoa de “vagabundo” e o prefeito partiu para a briga, chegando a pisar no pé de Ciro. O conflito, entretanto, acabou sendo contido por assessores.

Em diversos Estados, os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de voto esforçaram-se para desviar dos ataques no último debate do primeiro turno. Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, a possibilidade de a disputa ser levada ao segundo turno colocou os candidatos na defensiva. Nos dois primeiros blocos, o tucano e líder nas pesquisas, Geraldo Alckmin, evitou contrapor-se diretamente ao adversário Aloizio Mercadante (PT). O petista reclamou em mais de uma ocasião. “Ele chega aqui e em vez de discutir na frente, olho no olho, não me deixa a oportunidade.”

Em Pernambuco, foram poucos os momentos em que o clima esquentou, ao contrário do que vinha acontecendo até agora nos confrontos na televisão. Predominaram as colocações de propostas e promessas de campanha. Um dos poucos momentos em que o candidato à reeleição, Eduardo Campos (PSB), e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) tiveram um embate direto foi diante do tema da venda da Celpe, a Companhia Energética de Pernambuco.

Na Bahia, o governador Jaques Wagner (PT), líder das pesquisas, virou o centro das críticas lançadas pelos demais candidatos. As acusações mais fortes vieram em grande parte de Marcos Mendes (PSOL) e Luiz Bassuma (PV), enquanto Geddel Vieira Lima (PMDB) e Paulo Souto (DEM) se reservaram a críticas mais moderadas e exposição de seus próprios programas de governo.

No Rio, os candidatos ao governo do Estado, Sérgio Cabral (PMDB), Fernando Gabeira (PV) e Fernando Peregrino (PR), debateram e responderam perguntas sobre temas diversos. Como nos debates anteriores realizados no período eleitoral, Peregrino direcionou suas críticas contra Cabral, líder nas pesquisas. Já Gabeira preferiu manter um tom mais ameno.

No Rio Grande do Sul, nas duas primeiras oportunidades que teve para escolher a quem perguntar, o líder nas pesquisas Tarso Genro (PT) preferiu evitar o confronto com José Fogaça (PMDB) e Yeda Crusius (PSDB), oponentes mais próximos segundo os levantamentos. Foi só no terceiro bloco que Tarso questionou Fogaça, investindo sobre o sistema rodoviário gaúcho, em uma crítica ao fato de Yeda Crusius ter repassado à União a administração de algumas estradas.

Em Minas, por outro lado, o tucano Antônio Anastasia (PSDB), foi o alvo preferencial das críticas. Os rivais Hélio Costa (PMDB), José Fernando (PV) e Luiz Carlos (PSOL) se alternaram nas críticas ao candidato tucano, que é apoiado pelo do ex-governador Aécio Neves (PSDB).

*Equipe de repórteres e correspondentes do iG

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