BNDES rechaça suspeitas sobre empréstimo negado

Em nota, banco negou influência de um suposto esquema de tráfico de influência na Casa Civil na decisão

Agência Estado |

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sustentou hoje, em nota, que o pedido de financiamento para um projeto da empresa EDRB foi rejeitado por critérios técnicos. O banco negou influência de um suposto esquema de tráfico de influência na Casa Civil na decisão, como afirmou o empresário Rubnei Quícoli à Folha de S. Paulo na edição de hoje.

Representante da EDRB, ele disse que o financiamento foi negado pelo banco pouco depois de ele romper um acordo para o suposto pagamento de comissões à empresa de consultoria do filho da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, que pediu demissão hoje.

Segundo o BNDES, o pedido de financiamento feito pela EDRB foi de R$ 2,25 bilhões, e não R$ 9 bilhões como informou a reportagem, para a construção de um parque de energia solar no Nordeste. O projeto foi rejeitado pelo Comitê de Enquadramento e Crédito do banco, formado pelos superintendentes da instituição, funcionários de carreira que exercem funções técnicas.

Os 14 superintendentes presentes à reunião de 29 de março teriam negado o financiamento porque o valor requerido foi considerado incompatível com o porte da EDRB. Além disso, informou o BNDES, a empresa não apresentou garantias e a definição de um local para o empreendimento. Dessa forma, segundo o banco, a proposta não cumpria os pré-requisitos mínimos para a concessão do crédito.

"Repudiamos a insinuação de que o banco poderia estar envolvido em um suposto esquema de favorecimento para a obtenção de empréstimos junto à instituição e consideramos que a tese demonstra um total desconhecimento quanto ao funcionamento do BNDES", reagiu a instituição, no comunicado.

"Qualquer aprovação de financiamento pelo BNDES passa por um processo de análise que envolve mais de 30 técnicos de carreira da instituição, além da consulta à diretoria do banco. Esse rigor técnico tem como consequência um índice de inadimplência de 0,2%, muito inferior à média do sistema financeiro brasileiro, público e privado", conclui.

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