Lula não deverá entrar na disputa do 2º turno em BH
05/10 - 21:23

Agência Estado
Numa campanha marcada por muitas surpresas, o segundo turno da eleição municipal de Belo Horizonte será disputado por dois candidatos de partidos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Márcio Lacerda (PSB) e Leonardo Quintão (PMDB). Candidato a prefeito pela Coligação Belo Horizonte para Você (PMDB-PHS), o economista Quintão, de 33 anos, surpreendeu ao chegar à segunda etapa deste pleito com um porcentual de votação próximo de Lacerda, cuja vitória em primeiro turno chegou a ser apontada em algumas pesquisas eleitorais.
Como os dois são da base aliada do governo federal, o presidente Lula já comentou com interlocutores que não pretende entrar nessa disputa.
Tendo como candidato a vice-prefeito o médico veterinário Eros Biondini (PHS), Quintão estava em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás da candidata Jô Moraes, da Coligação BH É Você (PC do B-PRB), mas subiu nas últimas pesquisas e levou a disputa para o segundo turno, para surpresa dos principais padrinhos políticos de Lacerda, o prefeito Fernando Pimentel (PT) e o governador Aécio Neves (PSDB), que contavam com a vitória do pessebista já neste primeiro turno.
Desconhecido da maioria do eleitorado da capital mineira, Lacerda, mineiro de Leopoldina, na Zona da Mata de Minas, aos 62 anos, apostou no apoio de Aécio e Pimentel. Administrador de empresas graduado pela Universidade de Minas Gerais (UFMG), o candidato do PSB chegou à liderança da disputa com o início do horário eleitoral gratuito. No segundo turno, Lacerda contará com o peso de seus padrinhos para tentar conquistar a prefeitura.
A articulação política que culminou na indicação de Lacerda, ex-comunista, como candidato a prefeito era desenvolvida desde meados de 2007 entre Pimentel e Aécio. O nome de Lacerda, então secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, era consenso para a cabeça-de-chapa. O PT indicou o candidato a vice-prefeito, o deputado estadual Roberto Carvalho, do grupo ligado ao prefeito de Belo Horizonte. A aliança entre PT e PSDB na capital mineira pode vir a ser como vitrine para as eleições de 2010. Aécio é um dos nomes cogitados para disputar a presidência da República e Pimentel poderá se credenciar à sucessão no Palácio da Liberdade.
Lacerda - Durante o regime militar, Lacerda integrou o PCB e a Aliança Libertadora Nacional (ALN), na qual usava o codinome "Gringo". Preso em 1969, depois de denunciado num inquérito policial militar (IPM), ele passou seis meses preso na Colônia Penal Magalhães Pinto, em Belo Horizonte, até ser transferido para Juiz de Fora, onde conheceu o atual prefeito Fernando Pimentel.
Depois de quatro anos, foi libertado e, no ano seguinte, montou a Construtel, empreiteira especializada na construção de redes de telefonia para empresas do Sistema Telebrás. No fim da década de 70, também fundou a Batik, fabricante de equipamentos de telefonia. Após a privatização do setor no País, vendeu a Batik e, em seguida, desativou, gradativamente, a Construtel e decidiu voltar à política. Foi um dos coordenadores da campanha do atual deputado Ciro Gomes (PSB) à Presidência e, em 2003, após a eleição de Lula, assumiu a Secretaria-Executiva do Ministério da Integração Nacional, que passou a ser comandado por Ciro.
Em abril do ano passado, substituiu Wilson Brumer na secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico em Minas, onde permaneceu por dez meses, até começar a se dedicar à campanha. Márcio Lacerda é casado e pai de três filhos.
Quintão - Leonardo Quintão acompanhou os caminhos de sua família, tradicional na política mineira. Ele é sobrinho do ex-deputado estadual Geraldo Quintão, que atuou na política de Minas Gerais, entre as décadas de 1960 e 1970. O pai de Leonardo Quintão, Sebastião Quintão, foi prefeito de Ipatinga, no Vale do Aço, em 2004. Jovem, chegou ao Congresso como deputado após ter sido vereador e deputado estadual. Graduado em administração e economia pela Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos, o candidato do PMDB elegeu-se vereador em 2001 e foi autor de dez leis municipais sobre conscientização social, urbana e sanitária.
Tendo como candidato a vice-prefeito o médico veterinário Eros Biondini (PHS), Quintão estava em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás da candidata Jô Moraes, da Coligação BH É Você (PC do B-PRB), mas subiu nas últimas pesquisas e levou a disputa para o segundo turno, para surpresa dos principais padrinhos políticos de Lacerda, o prefeito Fernando Pimentel (PT) e o governador Aécio Neves (PSDB), que contavam com a vitória do pessebista já neste primeiro turno.
Desconhecido da maioria do eleitorado da capital mineira, Lacerda, mineiro de Leopoldina, na Zona da Mata de Minas, aos 62 anos, apostou no apoio de Aécio e Pimentel. Administrador de empresas graduado pela Universidade de Minas Gerais (UFMG), o candidato do PSB chegou à liderança da disputa com o início do horário eleitoral gratuito. No segundo turno, Lacerda contará com o peso de seus padrinhos para tentar conquistar a prefeitura.
A articulação política que culminou na indicação de Lacerda, ex-comunista, como candidato a prefeito era desenvolvida desde meados de 2007 entre Pimentel e Aécio. O nome de Lacerda, então secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, era consenso para a cabeça-de-chapa. O PT indicou o candidato a vice-prefeito, o deputado estadual Roberto Carvalho, do grupo ligado ao prefeito de Belo Horizonte. A aliança entre PT e PSDB na capital mineira pode vir a ser como vitrine para as eleições de 2010. Aécio é um dos nomes cogitados para disputar a presidência da República e Pimentel poderá se credenciar à sucessão no Palácio da Liberdade.
Lacerda - Durante o regime militar, Lacerda integrou o PCB e a Aliança Libertadora Nacional (ALN), na qual usava o codinome "Gringo". Preso em 1969, depois de denunciado num inquérito policial militar (IPM), ele passou seis meses preso na Colônia Penal Magalhães Pinto, em Belo Horizonte, até ser transferido para Juiz de Fora, onde conheceu o atual prefeito Fernando Pimentel.
Depois de quatro anos, foi libertado e, no ano seguinte, montou a Construtel, empreiteira especializada na construção de redes de telefonia para empresas do Sistema Telebrás. No fim da década de 70, também fundou a Batik, fabricante de equipamentos de telefonia. Após a privatização do setor no País, vendeu a Batik e, em seguida, desativou, gradativamente, a Construtel e decidiu voltar à política. Foi um dos coordenadores da campanha do atual deputado Ciro Gomes (PSB) à Presidência e, em 2003, após a eleição de Lula, assumiu a Secretaria-Executiva do Ministério da Integração Nacional, que passou a ser comandado por Ciro.
Em abril do ano passado, substituiu Wilson Brumer na secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico em Minas, onde permaneceu por dez meses, até começar a se dedicar à campanha. Márcio Lacerda é casado e pai de três filhos.
Quintão - Leonardo Quintão acompanhou os caminhos de sua família, tradicional na política mineira. Ele é sobrinho do ex-deputado estadual Geraldo Quintão, que atuou na política de Minas Gerais, entre as décadas de 1960 e 1970. O pai de Leonardo Quintão, Sebastião Quintão, foi prefeito de Ipatinga, no Vale do Aço, em 2004. Jovem, chegou ao Congresso como deputado após ter sido vereador e deputado estadual. Graduado em administração e economia pela Universidade da Flórida Central, nos Estados Unidos, o candidato do PMDB elegeu-se vereador em 2001 e foi autor de dez leis municipais sobre conscientização social, urbana e sanitária.
