Bassuma renova polêmica e ataca o próprio partido

No debate da TV Aratu, candidato do PV ao governo é instigado a criticar correligionários que estiveram no governo de Wagner

Lucas Esteves, iG Bahia |

Apesar de a presidenciável Marina Silva ter dito em Salvador na última sexta-feira (17) que trabalha pessoalmente pela pacificação do PV baiano, o candidato ao Governo do Estado do partido, Luiz Bassuma, segue com as polêmicas internas da sigla.

Durante debate na TV Aratu na noite desta segunda (20), provocado pelo adversário Marcos Mendes (Psol) sobre a atuação de sua legenda no governo Wagner, o deputado federal voltou a criticar duramente, ainda que não citasse nomes, dois ex-integrantes do governo que fazem parte da legenda.

Os correligionários de Bassuma são os ambientalistas Juliano Matos, ex-secretário estadual de Meio-Ambiente, e Bete Wagner, que deixou em março a presidência do Instituto de Gestão de Águas e Clima (Ingá), ambos candidatos a deputado federal e estadual no atual pleito.

Instigado propositadamente pelo candidato do PSOL a criticar seu partido, que cuidou do planejamento ambiental na atual gestão, Bassuma inicialmente afirmou que o PV, na realidade, não participou do governo Wagner, pois Matos e Bete eram apenas “dois empregados do governo” que estavam meramente filiados ao partido.

Diante da réplica de Mendes, que relatou ter sido a atuação do PV na pasta “desastrosa” e com dezenas de denúncias de desmatamentos ilegais feitas pelo próprio PSOL, Bassuma foi além e disse que, na realidade, o problema do partido foi ter endereçado incompetentes para os cargos. “O problema de verdade não é a política ambiental, mas sim (o PV) ter colocado gente incompetente para tomar conta da política ambiental”, disparou.

O candidato ao governo explicou ainda que, quando de sua chegada ao PV no ano passado, foi amplamente aclamado pelos filiados e que os discordantes eram minoria absoluta. Por sua influência, inclusive, foi criada no partido uma comissão de ética que, como conseqüência do abandono do governo Wagner, exigiu que todos os cargos ocupados por correligionários da legenda abandonassem seus postos imediatamente sob risco de processo de expulsão.

Ao contrário do determinado pelo novo líder, Matos e Bete continuaram no governo até o último dia que a lei eleitoral permitia antes da desincompatibilização. Durante este período, ambos, após aceitarem que o afastamento do PT era inevitável para a nova fase do partido, defenderam lançar o nome do ministro da Cultura, Juca ferreira, a governador, mas foram derrotados internamente e abraçaram a candidatura de Bassuma. Juca, por sua vez, deixou o partido inconformado com seus novos rumos e atualmente não é filiado a nenhuma legenda.

    Leia tudo sobre: eleições babassumapolêmica

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG