Bassuma não respeita a história do PV , diz ex-secretário

Juliano Matos afirma que candidato verde não tem tradição na luta ambiental e é intolerante com seus correligionários

Aura Henrique, iG Bahia |

Juliano Matos (PV), ex-secretário de Meio Ambiente de Jaques Wagner (PT), afirmou nesta quinta-feira que o candidato ao governo por seu partido, Luiz Bassuma, não tem tradição na luta ambiental, acusando-o de “intolerância” com seus correligionários. Bassuma teria dito querer “separar o joio do trigo”, referindo-se a excluir dos quadros do PV membros que compuseram a gestão petista no Estado, antes da dissidência entre os partidos.

A crítica de Bassuma foi direcionada a Beth Wagner, ex-diretora do Instituto de Meio Ambiente, e ao próprio Juliano Matos, que ainda hoje manifestam simpatia por Jaques. Para Matos, a fala de Bassuma prova que, ainda que diga que deixou o PT por sofrer intolerância, “importou de seu antigo grupo a mesma atitude para o PV baiano”. “Ele não tem tradição nenhuma na luta ambiental, nem na Bahia nem no Brasil. As constantes agressões são o cúmulo da arrogância na política", disse Matos.

Para o ex-secretário, Bassuma contradiz a cultura democrática do PV, “sempre tentando impedir que as manifestações contrárias às suas sejam demonstradas dentro da legenda”. "Bassuma desconhece e não respeita a história do PV e se acha no direito, não se sabe com base em que, de ser mais verde que todos no partido”, continuou.

De acordo com o ex-secretário, a sociedade já separou o joio do trigo e, ao dar a Bassuma apenas 1% de intenções de votos nas pesquisas, não o identifica como representante verde nas eleições deste ano. Juliano Matos milita no Partido Verde há 16 anos, enquanto o deputado federal egresso do PT assinou sua filiação em 2009.

No final do ano passado, Juliano Matos sofreu um processo de análise de sua expulsão do Partido Verde no âmbito da Comissão de Ética da legenda por ter defendido que o grupo, em vez de lançar candidatura própria ao governo, mantivesse o apoio a Wagner nas Eleições 2010. O processo, no entanto, foi arquivado após manutenção dos debates internos.

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