BA: Candidatos evitam confronto e fazem debate morno

Destaque ficou com as polêmicas trazidas pelo candidato do PSOL, Marcos mendes, que acusou Geddel de irresponsabilidade

Lucas Esteves, iG Bahia |

No primeiro debate entre os candidatos ao governo da Bahia nas Eleições 2010, a esperada troca de farpas, em especial ao governador Jaques Wagner, não aconteceu e, por isso, o clima do encontro permaneceu quase sempre morno e pouco interessante. Diferentemente do tom da campanha, com trocas de acusações frequentes, os adversários no pleito evitaram confronto direto e procuraram oferecer propostas de governo ao eleitor que assistiu ao evento pela TV.

As poucas polêmicas no debate foram trazidas pelo concorrente Marcos Mendes (PSOL), que acusou Geddel de irresponsabilidade por ter enviado à Bahia em 2009 mais da metade dos recursos da pasta federal enquanto outros Estados sofriam com os ecos das fortes chuvas e desastres naturais. O peemedebista pediu que adjetivações não fossem usadas no debate e, logo após, considerou que seu trabalho não foi bem feito ao ter sido “apenas” 50% de verbas para o Estado. “Isso é uma prova de que eu deveria ter trabalhado muito mais para ter muito mais dinheiro na Bahia”, surpreendeu.

Pouco depois, exibiu um frasco com água da cidade interiorana de Caetité, que no ano passado enfrentou problemas com uma suposta contaminação de água por urânio e pediu que o governador bebesse a amostra. Wagner pediu respeito ao adversário e solicitou direito de resposta, concedido pela direção do debate. No espaço de explicações, Wagner disse que o problema de Caetité foi resolvido e que a população da cidade sabe disso. Ainda assim, Mendes desafiou Wagner a ir ao local em sua companhia para comprovar a continuidade da contaminação.

A estratégia de debate brando é benéfica ao petista Jaques Wagner, que tenta a reeleição, uma vez que a falta de questionamentos mais incisivos abriu possibilidade para que uma lista de realizações do governo pudesse ser posta em evidência para a plateia. Demonstrando segurança, Wagner rejeitou os poucos ataques sem gaguejar e contrapôs as palavras dos adversários com estatísticas.

A mudança de tom também beneficiou Luiz Bassuma (PV), que pôde levantar esperanças de mudanças com políticas diferentes das que os políticos atuais pregam. Um exemplo foi a defesa do fim da repressão ao crime e a criação da Secretaria da Paz. Segundo o candidato verde, a ideia foi implementada em países como o Japão e Costa Rica e, assim, conseguiu reduzir drasticamente a violência.

Já Geddel Vieira Lima não conseguiu explorar seu tom questionador diretamente ao governador por conta das regras do debate, uma vez que seu nome não coincidia com o confronto junto a Wagner. Por isso, focou em mostrar sua recente experiência como ministro da Integração Nacional e levantou a possibilidade de trazer diversas obras para a Bahia sob a batuta do presidente Lula.

Paulo Souto recusou o rótulo de candidato carlista da Bahia e pregou que sua visão é de futuro com o resgate das glórias baianas do passado. Para ele, é importante que a Bahia, que tem a sexta maior economia do País, volte a ser protagonista da região Nordeste e que supere problemas atuais que estariam piores na gestão petista, a exemplo da segurança, saúde e educação.

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