BA: Aleluia não poupa críticas em debate de candidatos ao Senado

Democrata questionou as formações das coligações de seus concorrentes e criticou enfaticamente o atual governo

Lucas Esteves, iG Bahia |

A segurança pública, os investimentos em saneamento básico e o que chamou de ‘contradições políticas do PT’ foram os temas preferidos do candidato ao Senado pela Bahia, José Carlos Aleluia (DEM), para criticar os adversários presentes no debate realizado pela TV Aratu, em Salvador (BA), nesta quinta-feira (12). Por não poupar ninguém, especialmente os representantes da coligação do governo do petista Jaques Wagner, foi apelidado pela adversária Lídice da Mata (PSB) de “metralhadora giratória”.

Além de Lídice, que representa a chapa do governador, Aleluia fez cobranças ao candidato Edvaldo Brito (PTB), porta-voz do grupo de Geddel Vieira Lima, a Edson Duarte (PV) e a Zilmar Alverita (PSOL). A estratégia de Aleluia consistiu em questionar as formações das coligações de seus concorrentes e criticar enfaticamente o atual governo.

O candidato a vice da chapa do governador, Otto Alencar (PP), também não foi poupado. Egresso do antigo grupo pefelista de Antônio Carlos Magalhães, Alencar foi recrutado por Wagner do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), onde exercia o cargo de conselheiro, e ajudou a angariar prestígio político para o governador no interior do Estado.

“Otto tem aposentadoria de R$ 25 mil conquistada em 5 anos e agora quer mais outro emprego. Fez política quando conselheiro do TCM. É um carlista subalterno da chapa”, afirmou. Encarregada de defender a gestão atual, Lídice disse que Aleluia se ressente do atual cenário baiano, que desfavorece o DEM amplamente. “Estão com dor de cotovelo, porque todas as lideranças do DEM estão migrando para Wagner”, ironizou.

Em determinados momentos, Aleluia contou com a ajuda do verde Edson Duarte, que criticou a suposta sede do governo de exercer fisiologismo político e ignorar a proteção ambiental em troca de crescimento a qualquer custo. Em paralelo, Zilmar Alverita (PSOL) acusou aos gritos o partido de Edvaldo Brito (PTB) de ter feito parte do governo Wagner anteriormente e não ter proposto nenhuma reforma tributária justa. Segundo ela, não será desta vez que colocará tal ato em prática, uma vez que os empresários seriam os maiores apoiadores da campanha de Geddel Vieira Lima.

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