Espírito Santo e Pernambuco são os Estados que registram maior desequilíbrio entre candidaturas de homens e mulheres

O percentual de mulheres nas disputas proporcionais de 2010 aumentou em relação às eleições gerais de 2006. Segundo números do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), esse ano 21,1% das candidaturas são de pessoas do sexo feminino. Em 2006, esse percentual era de 14,1%.

Em números absolutos, isso representa um crescimento de 78,48% na quantidade de mulheres na disputa em 2010 em comparação com 2006. Há quatro anos, eram 2.561 candidatas a algum cargo eletivo; em 2010 são 4.571.

Nas eleições desse ano, em comparação com as de 2006, houve um crescimento de 19,18% do número total de candidatos (18.112 contra 21.586) e de 9,41% na quantidade candidatos do sexo masculino. Em 2006, 15.551 homens participaram das eleições; agora são 17.015 pelos números do TSE.

Nos estados brasileiros, Santa Catarina e Rio de Janeiro detém o menor desequilíbrio entre homens e mulheres candidatos. Em Santa Catarina, as mulheres chegam a 28,2% das candidaturas e no Rio a 28%. Do outro lado, no Espírito Santo e Pernambuco, esse desequilíbrio é ainda maior. No primeiro, apenas 12,8% das candidaturas são de pessoas do sexo feminino; em Pernambuco, somente 13,7% são mulheres. Em São Paulo, essa divisão é de 80,3% para candidatos e 19,7% para candidatas.

Estudo
Os dados do Tribunal Superior Eleitoral também mostram que em 2010 praticamente não houve alterações no grau de instrução dos candidatos em comparação com as últimas eleições gerais. Pelos números do TSE, 47% dos candidatos em todo o Brasil tem nível superior; em 2006, esse percentual era exatamente o mesmo.

As poucas variações no nível de escolaridade dos candidatos estão em outros níveis. Em 2006, aqueles que tinham ensino superior incompleto eram 11,1%; em 2010, são 10,79%. Os candidatos com ensino médio completo representavam 25,22% em 2006; hoje são 27,37%. Os que tinham ensino médio incompleto há quatro anos eram 4%. Em 2010, esse percentual caiu para 3,3%.

Em todo o Brasil, dos 21.586, seis se declararam analfabetos. Outros 115 afirmam que apenas sabem ler e escrever. Em 2006 não foram registradas candidaturas de analfabetos e 57 apenas "liam e escreviam". Entre os estados brasileiros, o pior nível de escolaridade está no Acre, onde 39,1% dos candidatos tem ensino superior; na outra ponta está Santa Catarina, onde 58,9% dos candidatos tem nível superior. Em São Paulo, 50,7% de quem tenta um cargo eletivo detém curso universitário completo.

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