Assédio do PSDB a Skaf preocupa PT em São Paulo

Depois dos esforços do PT para inviabilizar a candidatura do presidente da Fiesp, o PSDB tenta se aproximar do PSB

Ricardo Galhardo e Nara Alves, iG São Paulo |

Depois dos esforços do PT para asfixiar sua candidatura ao governo de São Paulo, o pré-candidato do PSB, Paulo Skaf, enfrenta agora o assédio do PSDB. As tentativas de aproximação do tucano José Serra com o PSB paulista tem preocupado a cúpula do PT no Estado.

Na semana passada Skaf esteve com o governador Alberto Goldman (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes. Segundo o presidente estadual do PSB, Márcio França, Skaf foi na condição de presidente da Fiesp, que tem projetos em parceria com o Fundo de Solidariedade e Desenvolvimento Social e Cultural do Estado de São Paulo (Fussesp), cuja presidente é a primeira-dama Deuseni Goldman.

Foi o suficiente para que a preocupação se espalhasse entre os petistas. Boatos de que Skaf esteve com Serra no decorrer da semana correram de boca em boca. A presença do tucano na inauguração de um centro comunitário da comunidade católica Canção Nova, prevista para este fim de semana, aumentou as especulações. A Canção Nova é ligada ao vereador Gabriel Chalita, do PSB, que deve desistir de se candidatar ao Senado na chapa de Skaf, isolando ainda mais o pré-candidato ao governo. O vereador, ex-tucano, deve concorrer a vaga de deputado federal.

Nas últimas semanas o PSDB enviou vários emissários para conversar com Skaf. O principal objetivo é tentar convencer o empresário a retirar a candidatura. Embora o pré-candidato tucano ao governo, Geraldo Alckmin, lidere com folga a disputa (com percentual de intenção de votos entre 51% e 55% dependendo do cenário) a presença de Skaf e do deputado Celso Russomanno (PP) é um risco para o PSDB pois pode levar a eleição em São Paulo para o segundo turno.

O próprio pré-candidato do PT, Aloizio Mercadante, considera positivas as candidaturas de Skaf e Russomanno. “O fato de ter outras candidaturas que estarão conosco no segundo turno ajuda no processo eleitoral”, disse Mercadante.

Durante o lançamento da pré-candidatura de Skaf em São Paulo, na tarde de sexta-feira, França afirmou que a candidatura é irreversível. "A gente gosta mesmo é de pressão. QUanto mais pressionar, mais a gente insiste", disse.

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