¿Arrogância e sapato alto não combinam com política¿, diz Wagner

Candidato à reeleição na Bahia justifica sua dinateira nas pesquisas pelo ¿diálogo com a população"

Aura Henrique, iG Bahia |

O governador petista Jaques Wagner, que busca a reeleição na Bahia, em entrevista à Rádio Sociedade AM, nesta quinta-feira (19), garantiu que não se acomoda com “os ventos favoráveis” que dariam a ele vitória já no primeiro turno. O candidato aproveitou para mandar um recado para a sua militância: “arrogância e sapato alto não combinam com política”.

Wagner lembrou que, em 2006, estava mal nas pesquisas, mas que “continuou a caminhada”. “Não me iludo com pesquisa. A notícia é boa, mas só faz me estimular ao trabalho. Visitei mais de 350 municípios em três anos e meio. Sou com certeza o governador que mais visitou a Bahia”, disse.

O candidato aproveitou também para associar sua gestão à do presidente Lula, assim como sua candidatura à da presidenciável petista Dilma Rousseff. Sobre rumores de que estaria aproveitando a boa fase econômica do País, proporcionada pela gestão petista, Wagner concorda. “Exato. Estamos aproveitando os ventos favoráveis. Precisamos seguir em frente, mas a partir desta batida do presidente Lula”, confirmou.

O candidato aproveitou para alfinetar a gestão anterior à sua, do demista Paulo Souto, que tenta reassumir o poder. Para ele, sua dianteira nas pesquisas é proporcionada pelo sistema de governo baseado no “diálogo com a população”. “Destituímos um grupo que era muito centralizador e tocava as coisas como se fosse uma intimidação. Temos outro ambiente na política, mais democrático”, afirmou. O “resgate da ação social” também foi apontado como diferencial de sua gestão.

Wagner quer continuar governador porque acredita no projeto político implementado por Lula, o qual, segundo ele, “está colocando o Brasil num patamar mais respeitado”. Além disso, considera “que a vida dos baianos melhorou dos pontos-de-vista individual e coletivo”. Mesmo admitindo que “ainda falta a segurança”, Wagner avalia que “de dois meses e meio para cá, estamos colhendo os frutos de um planejamento que fizemos lá atrás”.

Para ele a segurança não é apenas um problema na Bahia. Wagner disse que “o crack virou uma peste mundial, responsável por mais de 70% dos homicídios”. O candidato deseja, caso reeleito, otimizar a segurança, melhorar a polícia repressiva e a sistemática, porém afirma que “isso não se faz da noite pro dia”. “Vamos continuar melhorando a inteligência para combater o uso e o tráfico de drogas”.

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