Arrecadação pela internet não alcança 0,1% do total em SP

Doações de pessoas físicas pela internet foram inexpressivas para PT e PSDB no Estado

Piero Locatelli, iG São Paulo, e Severino Motta, iG Brasília |

Novidade nesta eleição, as doações de pessoas físicas pela internet foram inexpressivas neste ano na disputa ao governo de São Paulo. Os candidatos do PT, Aloizio Mercadante, e do PSDB, Geraldo Alckmin, colocaram sistemas de arrecadação nos seus sites para que internautas contribuíssem para a campanha. Em ambos os casos, as doações não representam um milésimo do total arrecadado.

O PT arrecadou R$ 9,2 mil reais neste ano através do novo sistema. Foram 124 doadores que doaram, em média, R$ 74,20 cada. O total representa 0,05% do total do arrecadado por Mercadante (R$ 20,2 mi) e 0,18% do arrecadado pelo comitê (R$ 4,99 mi). No site, o internauta era convidado a doar R$ 13,00, o número do partido, opção escolhida por 47 doadores.

No PSDB, a situação foi ainda pior. Somente 47 pessoas cooperaram com a campanha, totalizando R$ 3,7 mil reais. A média doada pelos tucanos, no entanto, foi um pouco maior, de R$ 78,80. O valor corresponde a 0,01% do total arrecadado pelo comitê do tucano (R$ 40,7 mi).

No Estado de São Paulo, nenhum dos dois candidatos priorizou a busca por esse tipo de doação, apesar do destaque dado para a possibilidade nos seus sites.

O sistema também enfrentou problemas para ser implantado no começo da eleição devido à burocracia imposta pela legislação e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A novidade constava na reforma eleitoral votada no ano passado. O exemplo dos políticos brasileiros foi o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, que conseguiu US$ 500 milhões pela internet, de um total de US$ 600 milhões arrecadados.

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