Após virada no 1º turno, Coutinho tem ligeira vantagem na Paraíba

Ex-prefeito de João Pessoa reverteu cenário na 1ª etapa e tenta manter vantagem contra o governador José Maranhão

Alessandra Oggioni, iG São Paulo |

Depois de uma disputa acirrada no primeiro turno, as eleições para o governo da Paraíba serão definidas hoje entre o ex-prefeito de João Pessoa Ricardo Coutinho (PSB) e o atual governador, José Maranhão (PMDB), que tenta a reeleição. Cerca de 2,7 milhões de eleitores devem ir às urnas nas 77 zonas eleitorais no Estado neste domingo.

Na primeira etapa, pesquisas apontavam uma possível vitória de Maranhão. No entanto, Coutinho terminou em primeiro lugar, com uma vantagem de nove mil votos. Já no segundo turno, o último levantamento do Ibope divulgado ontem mostra equilíbrio entre Coutinho e Maranhão. De acordo com o instituto, o candidato do PSB tem ligeira vantagem com 49% das intenções de voto, enquanto o atual governador está com 45%.

Como a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para mais ou para menos, o nome do novo governador deve ser conhecido apenas ao final da apuração dos votos.

Com uma coligação com nove partidos (PDT, PTN, PPS, DEM, PTC, PSB, PV, PRP e PSDB), Ricardo Coutinho deixou a prefeitura da capital paraibana, onde cumpria seu segundo mandato, para concorrer ao governo do Estado. Aos 49 anos, o ex-líder sindical começou a vida política como vereador, em 1996, e, dois anos depois, foi eleito deputado estadual.

Maranhão assumiu o governo da Paraíba no ano passado, após a cassação de Cássio Cunha Lima (PSDB), suspeito de abuso de poder econômico. Aos 77 anos, o peemedebista obteve a adesão do PT à sua candidatura, e inclusive o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva , além de atrair outros dez partidos. Nascido em Araruna, ele iniciou a vida pública em 1955 e já exerceu os cargos de deputado federal, senador e governador (1995 e 2002).

Quando assumiu o mandato de governador no ano passado, José Maranhão tinha oito processos contra ele no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), referentes às eleições de 2002 e 2006. As ações acusam o governador de abuso de poder político e econômico, compra de votos, conduta vedada e uso indevido de meio de comunicação.

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