Após ação do PT, PSDB vai à Procuradoria por caso Lina

Polêmica em torno de declarações de Indio da Costa reabre guerra judicial entre as campanhas do PT e do PSDB

Nara Alves, iG São Paulo |

Diante da decisão do PT de entrar na Justiça por causa das declarações feitas pelo vice na chapa tucana, Indio da Costa (DEM-RJ), o PSDB respondeu na mesma moeda. No fim da tarde desta segunda-feira, o alto comando do PSDB anunciou que pretende entrar com uma representação na Procuradoria Geral da República, por conta do surgimento de novas informações sobre o suposto encontro ocorrido em 2008 entre a presidenciável petista e ex-ministra, Dilma Rousseff, e a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira.

“Vamos para cima deles”, declarou o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), em entrevista coletiva convocada apenas algumas horas após o PT anunciar que entraria na Justiça contra o vice de José Serra, o deputado Indio da Costa (DEM-RJ). O deputado acusou o partido de ter relações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o narcotráfico.

As ações reacendem a guerra judicial entre as campanhas do PT e PSDB, que havia perdido fôlego nas últimas semanas. A troca de acusações entre os dois partidos também ganhou força. A exemplo do que fez hoje o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, Guerra endossou a tese de Indio. “As Farc são um sócio incômodo que o PT tem”, disse o presidente do PSDB.

Guerra disse, ainda, que Indio é quem deve responder pelas declarações que concedeu ao site Mobiliza, ligado à campanha presidencial de Serra. Ele assegurou também que o vice não sofreu nenhum tipo de reprimenda em função da entrevista. "Indio tem juventude, tem vontade. O Brasil não precis de nenhum museu, nenhum arquivo morto", disse ele em uma referência indireta ao candidato a vice-presidente na chapa de Dilma, Michel Temer (PMDB-SP). Em um ataque direto à presidenciável petista, Guerra chamou Dilma de "fraude".

Também presente na entrevista, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) chamou o comando da campanha de Dilma de “marginais da política, operando no subterrâneo para manipular informações”.

Caso Lina Vieira - Na revista Veja do último fim de semana, o técnico em informática Demetrius Sampaio Felinto afirmou que existem cópias das imagens do suposto encontro entre Dilma e Lina. Na versão da ex-secretária da Receita, a então chefe da Casa Civil teria lhe pedido que agilizasse o andamento de investigações envolvendo a família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Caso Eduardo Jorge - O PSDB também aproveitou para tocar no assunto da quebra do sigilo do vice-presidente executivo do partido, Eduardo Jorge, cujo sigilo fiscal teria sido quebrado para, supostamente, viabilizar a obtenção de informações para a montagem de um dossiê no interior da campanha petista. Na coletiva, Eduardo Jorge disse ter solicitado autorização para acompanhar a sindicância aberta para investigar as denúncias sobre o caso. Segundo ele, há quatro dias o pedido foi acatado, mas até hoje não lhe foi entregue nenhum documento. "Leva dez minutos para descobrir quem foi (que quebrou o sigilo), não há razão para demorar 60 ou 120 dias", disse.

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