Apoio do PMDB paulista a Dilma 'é factóide", diz Serra

Para candidato tucano, notícias sobre apoio de peemedebistas de SP a Dilma 'não têm importância eleitoral'

Daniela Almeida, enviada a São Carlos |

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra , minimizou o eventual apoio do PMDB paulista à candidatura de sua adversária Dilma Rousseff (PT). “O pessoal do PMDB está aí”, afirmou em referência às pessoas que participaram com ele de uma caminhada, na tarde desta sexta-feira, pelo centro de São Carlos, no interior de São Paulo. “Esse é um factóide que criaram para a imprensa pegar. E vocês pegaram. Isso não tem importância eleitoral nenhuma”, disse Serra.

Em entrevista ao iG, o deputado e candidato a vice na chapa de Dilma, Michel Temer, disse que “o partido (PMDB) já estava mais ou menos inclinado a nos apoiar e agora o PMDB vem inteiro”. Como o presidente do PMDB paulista, o ex-candidato ao Senado Orestes Quércia, afastou-se da campanha para tratar um problema de saúde, Temer está articulando com lideranças da legenda no Estado. Além disso, três dos quatro deputados estaduais do PMDB assinaram manifesto de apoio a Dilma.

nullQuestionado sobre o desempenho da presidenciável do PV, Marina Silva , que apresentou uma melhora nas pesquisas de opinião, Serra disse que não comentaria pesquisas por não ter esse hábito. Perguntado se ela poderia ajudá-lo a chegar ao segundo turno, o candidato respondeu: "Ninguém está aí para ajudar o outro. Todo mundo está aí para ganhar".

O candidato também foi abordado sobre ação impetrada pelo PT no Supremo Tribunal Federal para revogar a exigência da apresentação de dois documentos no dia da votação. "Lei é lei, foi aprovada. Acho importante ter a foto no documento', afirmou.

Serra conversou com os jornalistas quando parou no mercado central de São Carlos, depois de uma caminhada. No percurso, enfrentou protestos de professores ligados à Apeoesp (Associação dos Professores do Estado de São Paulo), que reivindicaram melhores salários, a contratação de funcionários nas escolas, que hoje são terceirizados, e a redução do número de alunos por sala de aula. Enquanto os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o ex-governador, os militantes tucanos respondiam com gritos de "Serra".

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