Apadrinhado de Erenice fechou contrato suspeito nos Correios

Segundo jornal O Estado de S.Paulo, presidente de estatal aprovou contrato superfaturado em R$ 2,8 milhões

iG São Paulo |

Segundo reportagem da edição deste domingo do jornal O Estado de S.Paulo, o presidente dos Correios, David José de Matos aprovou, junto com a diretoria da estatal – nomeada pela ex-ministra Erenice Guerra – um contrato superfaturado em R$ 2,8 milhões que favoreceu uma empresa de carga aérea.

Erenice substituiu Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, na Casa Civil. Ela deixou o ministério após virem à tona suspeitas de que familiares e pessoas próximas à então ministra faziam tráfico de influência no governo.

Indicada por Erenice, a direção dos Correios assumiu as funções em 2 de agosto. Duas semanas depois, a empresa Total Linhas Aéreas assinou um contrato de R$ 44,3 milhões com a estatal.

A licitação havia sido cancelada três meses antes porque ofereceu um preço acima do limite estabelecido pelo pregão (de R$ 41,5 milhões). O jornal teve acesso a documentos que comprovariam o esforço de Matos e seus diretores para aprovarem a contratação da estatal.

O pregão foi revertido, segundo a reportagem, após o coronel Eduardo Artur Rodrigues da Silva, diretor de operação dos Correios na época, ser contatado pela Total.

Após o contato, uma nova licitação foi feita, e a empresa obteve o contrato por R$ 44,3 milhões.
Com o contrato, a Total passou a transportar cargas dos Correios no trecho Fortaleza-Salvador-São Paulo-Belo Horizonte.

Ao jornal, o presidente da estatal negou haver irregularidade e que a variação de preço era normal neste tipo de processo. A Total não se manifestou.

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