Ao votar, Indio aposta que pesquisas estão erradas

Candidato a vice na chapa de Serra criticou o PT, falou de temas religiosos e disse que já viu eleições ¿muito piores¿

Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro |

Agência Estado
Indio da Costa vota no Rio de Janeiro
O candidato a Vice-Presidência pelo DEM, Indio da Costa, votou neste domingo (31) na Gávea, zona sul do Rio, às 8:40 horas e disse que as pesquisas “estão absolutamente erradas”, não importa o resultado. O democrata, da chapada do tucano José Serra , cumprimentou eleitores, fez piada para os mesários e deu entrevista coletiva aos jornalistas.

“Eu aposto o que quiser no Brasil que as pesquisas estão absolutamente erradas, independentemente do resultado. Um pode ganhar, outro pode ganhar. Eu tenho muita fé na vitória. Sobretudo na vitória do Brasil, da democracia, da liberdade de imprensa, da liberdade de expressão, do fim daquelas loucuras que tem no PNDH 3 – de cercear o culto, de liberar o aborto a qualquer tempo”, defendeu Indio.

O democrata voltou a criticar a campanha petista, da candidata Dilma Rousseff , e o PNDH 3. Questionado sobre a tensão destas eleições, disse que já viu “muito piores”, mas que seu maior aprendizado após o pleito é que o “PT é capaz de coisas inacreditáveis”.

“Eleição é isso: uma cotovelada de vez em quando, um chute de vez em quando. (...)Eu vi eleições muito piores do que essa, né? É quem em geral o PT dá as cotoveladas e não tem reação. Dessa vez deu e levou também”, afirmou o candidato.

Indio evitou falar o nome de Serra para não fazer campanha. No entanto, alfinetou o presidente Lula dizendo que os programas sociais tiveram origem no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). “O Brasil não começou em 2002, começou em 1500, com a descoberta lá do Pedro Álvares Cabral. E ainda tem muito a avançar”, disse.

O candidato saiu da PUC-Rio, onde votou na seção 35, às 9 horas. Foi direto para o aeroporto, de onde toma um avião para São Paulo. Na capital paulista, ele encontra Serra, vota com ele e acompanha a apuração dos votos.

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