Ao deixar hospital, Sarney critica debate religioso na eleição

Presidente do Senado estava internado para tratar de uma arritmia cardíaca e uma esofagite

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

O senador e ex-presidente da República, José Sarney (PMDB-AP), teve alta na manhã deste sábado do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde esteve internado por 14 dias para tratar um problema de arritmia cardíaca e uma esofagite. Ainda muito fraco e debilitado, Sarney disse que não pretende se engajar na campanha presidencial nas próximas duas semanas por recomendação médica.

O presidente do Senado afirmou que precisa nos próximos dias cuidar da alimentação e evitar o excesso de trabalho para não comprometer a saúde. Sarney também disse que não acompanhou de perto a campanha presidencial nos últimos dias, mas lamentou que o debate religioso predomine na corrida presidencial. “Quando nós temos religião participando da política, nós entramos inevitavelmente num caminho que vai terminar no fanatismo”, disse Sarney.

O ex-presidente da República disse considerar a vitória da presidenciável petista Dilma Rousseff "inevitável”. Ele também comemorou a eleição de sua filha, Roseana Sarney, reconduzida ao governo do Maranhão no primeiro turno.

Acompanhado pelo filho Zequinha Sarney (PV-MA), o senador deixou o hospital ao lado dos médicos Roberto Kalil Filho e Raul Cutait. O senador do Amapá revelou que recebeu duas ligações do presidente Lula durante o período de internação.

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