Antes de caminhada, Dilma afaga imprensa e nega festa da vitória

Candidata petista diz que o pior da campanha foram o cansaço e as 'mentiras'; o melhor foi 'o povo brasileiro'

Ricardo Galhardo e Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

Minutos antes de uma caminhada em São Bernardo do Campo, ao lado do presidente Lula, a presidenciável Dilma Rousseff (PT) afirmou que ao longo da campanha soube conviver com as críticas recebidas dos meios de comunicação. A candidata concedeu entrevista à imprensa na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, berço do Partido dos Trabalhadores. Dilma também negou que o partido tenha preparado uma festa para comemorar sua eventual vitória no primeiro turno.

Após mal estar gerado pelo presidente Lula, que chamou imparcial a cobertura eleitoral por parte da imprensa contra a sua candidata, a ex-ministra da Casa Civil disse que a imprensa contribuiu com a campanha porque “exerceu o seu papel”. “Jamais reclamei de algum jornalista”, disse a candidata. “Prefiro mil vezes as críticas ao silêncio da ditadura”, complementou a petista que, durante o regime militar, foi presa e torturada. Dilma, no entanto, disse considerar normais as reações às críticas recebidas. Segundo ela, essa convivência evidencia que o País vive em plena democracia. “Conseguir conviver com críticas e com posições diferentes sem nos silenciar nesse processo é muito rico”, afirmou.

Agêcia Estado
Dilma, Lula, Mercadante e dona Marisa Letícia, em São Bernardo
Questionada sobre qual foi o pior momento da campanha, a candidata, que disputa a sua primeira eleição, reconheceu a exaustão do processo e se queixou das mentiras. “Das mentiras saídas do baixo mundo da política”, afirmou. As inverdades, segundo a candidata, foram plantadas por quem “não tem coragem de aparecer em público e contamina a política”. Dilma não citou nomes nem casos específicos. Nos últimos dias, ela foi ao público para desmentir boatos de que seria favorável ao aborto e que teria afirmado que “nem Jesus” tiraria a sua vitória.

Sobre o cansaço em relação à maratona de viagens, Dilma afirmou que o processo é exaustivo, mas não é ruim. Disse que durante esse período, teve que se adaptar às viagens para cidades diferentes com diferentes temperaturas. “A melhor parte é o povo brasileiro”, ressaltou.

Favorita para vencer a disputa presidencial logo no primeiro turno, Dilma negou que o partido já tenha preparado uma festa para a vitória. A ex-ministra, que ai acompanhar a apuração em Brasília, se negou, no entanto, a comentar como espera que será o tom da campanha num eventual segundo turno.

Em sua despedida no principal reduto petista do Estado, ela disse que, caso seja eleita, terá como compromisso erradicar a miséria no País e dar continuidade ao projeto do presidente Lula. “Temos chance de ser a maior economia entra as maiores economias do mundo”, afirmou, antes de sair pelas ruas centrais de São Bernardo a bordo de uma camionete a ladeada pelo presidente Lula, pela primeira-dama Marisa Letícia e pelo candidato do PT ao governo do Estado, Aloizio Mercadante.

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