Anastasia nega imobilismo em campanha de Serra

Questionado sobre a indefinição em relação ao candidato a vice, o governador de MG disse que o momento é de entendimento político

iG São Paulo |

Com o argumento que oficialmente a corrida presidencial ainda não começou, o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse hoje que não considera que esteja havendo imobilismo na campanha do presidenciável tucano José Serra no Estado. Questionado sobre a indefinição em relação ao candidato a vice, Anastasia, destacou que o momento é de "entendimentos políticos". "Acho que não há imobilismo, porque não há campanha. Devemos lembrar que não existe campanha de nenhum candidato ainda. A campanha só pode começar a partir de julho", afirmou o governador. 

Nos últimos dias, as especulações em torno da hipótese de o ex-governador mineiro Aécio Neves compor como vice de Serra voltaram à tona. Aécio retornou essa semana de uma viagem de férias à Europa. A interlocutores próximos, o ex-governador reiterou a disposição de concorrer a uma cadeira no Senado. Serra foi convidado para proferir palestra amanhã, durante a 14ª Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), em Belo Horizonte. O pré-candidato tucano também tem visitas pré-agendadas para o Triângulo Mineiro, no dia 31, e Montes Claros, no dia 07 de junho. 

"Está sendo cumprido o cronograma. Indicação de vice vai se dar mais adiante", ressaltou Anastasia, para quem a campanha só vai se iniciar mesmo, "inclusive com a motivação das pessoas", a partir de julho. "Não vejo imobilismo. Eu vejo as questões naturais. O que está havendo, agora, o que já existe, são aquelas propagandas na televisão que a legislação autoriza, determinadas aos partidos. E aí que dão um impulso a um, menos a outros, em razão das pesquisas. Mas decorrente exatamente da exposição na televisão." 

Tarifa integrada

Anastasia também assinou autorização para que a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) implemente a integração tarifária no sistema de transporte coletivo na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o governo, o novo sistema beneficiará cerca de 18,5 milhões de passageiros.

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