Amigo de Erenice, presidente dos Correios diz desconhecer esquema

'Vão tentar vir atras de mim e não vão encontrar nada', afirma David José de Matos

Andréia Sadi, iG Brasília |

Indicado pela ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra para o cargo, o presidente dos Correios, David José de Matos, disse nesta segunda-feira (20) ao iG que desconhecia as denúncias envolvendo o coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, diretor da Operações da estatal, que seria testa de ferro do empresário argentino Alfonso Rey, que vive em Miami e é ligado à Master Top Linhas Aéreas (MTA), e consta como um dos personagem da crise que derrubou Erenice.

"Tudo que estão falando do coronel não tem nada no tempo dele nos Correios", disse.

De acordo com as denúncias, a MTA teria conseguido firmar contrato com a ECT, com a interferência de Israel Guerra, filho da ex-ministra. O coronel seria integrante de um esquema de empresas de fachada no Brasil, no Uruguai e nos Estados Unidos para ocultar a propriedade estrangeira e facilitar o funcionamento da MTA no Brasil.

Amigo da ex-ministra da Casa Civil há 30 anos, Matos informou que teme virar o próximo alvo de denúncia envolvendo os Correios, mas garantiu estar tranquilo. “Vão atrás do amigo da Erenice. Ela é minha amiga, liguei para saber se ela estava bem após a saída da Casa Civil. Vão tentar ir atrás de mim e não vão encontrar nada. Vão quebrar a cara. Faz parte do jogo”, contou.

"Tive contato com o coronel no dia em que me apresentei no Palácio do Planalto. Quando me convidou, Erenice havia me dito que ia substituir o diretor de Operações e depois o diretor de Pessoal. Eu não conhecia nenhum deles, nem sabia a razão pela qual ela havia tirado o diretor de operações do cargo. Não procurei referências dele”, afirmou.

O presidente afirmou que não pensa em deixar o cargo, mas admitiu que não vai submeter a família a “desgastes” caso vire alvo. “Minha vida é bem aberta, não existe problema nenhum”, disse.

Matos, que estava no Rio e retorna a Brasília ainda nesta manhã, espera receber a demissão do coronel nesta segunda. “Não consegui mais falar com ele, mas ele me disse que vai sair porque a sua família está destroçada.”

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