Ambulantes aproveitam eleição para faturar

Por causa da votação, vendedores conseguem dobrar faturamento nas ruas de São Paulo

Lecticia Maggi e Thami Nóbrega, iG São Paulo |

A eleição foi a oportunidade encontrada por ambulantes paulistanos para faturar e, em alguns casos, até dobrar o número de itens vendidos. Quando faz feira livre, José Bezerra vende cerca de 800 pastéis. Neste domingo, em menos de sete horas, vendeu 1.700 em frente ao Dante Aligheri, que funciona como colégio eleitoral.

Flávio Torres
Barraca ambulante de pastel vendeu mais de mil pastéis neste domingo
“O tempo ajudou. Com o friozinho as pessoas comem mais”, disse ele, que confessou não ter autorização para ficar na rua, mas que nunca foi importunado. “Só não pode atrapalhar a passagem”, explicou. Bezerra lamentou apenas não ter levado mais mercadorias. Às 15h30, precisou ir embora porque os pastéis haviam acabado.

Próximo dali, em frente à Faculdade de Engenharia de São Paulo (FESP), quem comemorava os lucros era o pipoqueiro João Domingues, 43 anos, que há 16 está na profissão.

Em um dia bom, vende cerca de 60 sacos de pipoca. Neste domingo, antes das 16h, já havia passado dos 210. Os preços variam de R$ 2 a R$ 5, mas o pacote menor é o que tem mais saída. “Eleições é a melhor época do ano. Todo mundo é obrigado a sair de casa”, disse ele.

Também pipoqueiro, Francisco Gonçalves, 33 anos, já tem experiência com eleições e desde 1998 trabalha nesta data. Diariamente, em frente ao colégio Madre Alex, no Jardim Paulistano, vende de 100 a 120 sacos de pipoca. Hoje, considera que vai ultrapassar os 500. “As crianças é que querem comprar. Os pais trazem junto para votar e já é um incentivo”, afirmou.

Flávio Torres
Pipoqueiros aproveitam a movimentação em frente a colégios eleitorais para aumentar vendas

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