Amapá, filho da Constituinte

Fruto da Constituição de 1988, Estado vai às urnas hoje para eleger seus novos dirigentes políticos

Menezes y Morais iG Brasília |

Um dos mais novos estados brasileiros, o Amapá está pronto para celebrar a festa da democracia brasileira, a partir das 8h deste domingo. Os eleitores vão eleger os novos dirigentes políticos para os próximos quatro anos: governador, vice-governador, 24 deputados estaduais, 8 deputados federais e 2 senadores, com mandatos de 8 anos.

Cinco candidatos disputam o governo: Pedro Paulo Dias de Carvalho (PP), Lucas Barreto (PTB), Jorge Amanajás (PSDB), Camilo Capiberibe (PSB), Pedro Paulo Dias (PP) e Genival Cruz (PSTU). O governador Pedro Carvalho disputa a reeleição.

São senadores pelo Amapá Gilvam Borges (PMDB), José Sarney (PMDB) e Papaléo Paes (PSDB). O Estado nasce com o processo de redemocratização, com a Constituição de 1988. A transformação do território federal em estado foi decisão da Assembleia Nacional Constituinte em 1988.

Mineração e pecuária

Em 1º de janeiro de 1991 foi instalado o estado do Amapá, com a posse dos 24 membros da primeira Assembleia Legislativa. O Estado foi marcado recentemente por um escândalo político, que continua investigado pela Justiça. A economia amapaense tem como destaque a mineração e a pecuária, mas suas florestas continuam sendo preservadas, de acordo com os analistas.

Possui 16 Municípios, que ocupam uma área de 142 814,585 km², com uma população estimada em 2009 em 626 609 habitantes. A economia do Estado apresentou um 2007 um PIB de R$ 6.022.000.  A expectativa de vida de seus habitantes é de 70,7 anos, com mortalidade infantil da ordem de 23,2‰ e taxa de analfabetismo de 4,1%.

O Amapá está situado a nordeste da região Norte. Tem como limites a Guiana Francesa a norte, o Oceano Atlântico a leste, o Pará a sul e oeste e o Suriname a noroeste. O Amapá ocupa uma área de 142.814,585 km². A capital é Macapá. As cidades mais populosas são Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Oiapoque.

Florestas

O Amapá é um dos mais novos estados brasileiros e considerado o mais preservados deles.  De acordo com os críticos ambientalistas, mesmo com a mineração e a pecuária, consideradas pedradoras do meio ambiente, as florestas continuam estão preservadas.

Atualmente, está sendo construída sobre o Rio Oiapoque a ponte binacional, entre o estado do Amapá e a Guiana Francesa, localizada a 5 km da cidade de Oiapoque (a 600 km da capital). A obra começou em Julho de 2009 e tem previsão para ficar pronta em dezembro. O custo é de aproximadamente R$ 60 milhões, gerando 500 empregos.

Origem do nome

De acordo com os pesquisadores, a origem do nome do estado é controversa. Em tupi, "amapá" significa 'o lugar da chuva: ' ama (chuva) e paba (lugar, estância, morada). Segundo a tradição, porém, o nome seria oriundo do nheengatu, língua geral da Amazônia, uma espécie de dialeto tupi jesuítico, que significa "terra que acaba" ou "ilha".

Para outros estudioso, a palavra "amapá" é de origem nuaruaque ou aruaque, pertencente a mais extensa das famílias linguísticas da América do Sul, dos habitantes da região norte do Brasil ao tempo do seu descobrimento. E identificaria uma árvore da família das Apocináceas, que produz um fruto em formato de maçã, de cor roxa, parte da farmacopéia amazônica.

Da casca do tronco dessa árvore, o amapá (Hancornia amapa), típica da região e cujo desenho está no brasão do Estado do Amapá, é extraído o látex (chamado leite de amapá) usado na medicina popular como fortificante, estimulante do apetite e também no tratamento de doenças respiratórias e gastrite.

Popularmente conhecida como "amapazeiro", a espécie encontra-se ameaçada, dada a sua exploração predatória para extração da seiva. A costa do Amapá foi descoberta e reconhecida pelo espanhol Vicente Yañez Pinzón. Com quatro caravelas, Pinzón atingiu em 26 de janeiro de 1500 um cabo do litoral brasileiro que foi identificado como cabo de Santo Agostinho (Pernambuco).

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