Alvaro Dias já foi expulso do PSDB e apoiou Lula

Anunciado por Roberto Jefferson como vice de Serra, tucano ainda enfrenta resistência do DEM

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Nome a ser anunciado como vice de José Serra (PSDB) na disputa pela Palácio do Planalto, o senador paranaense Alvaro Fernandes Dias, 66 anos, já foi expulso do PSDB e fez campanha para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição de 2002. Recentemente, ele também bateu de frente com o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa para tentar disputar o governo do Paraná.

Apesar de tucanos já terem confirmado o nome de Dias como vice de Serra, o DEM ainda tenta reverter a decisão. O presidente do partido, Rodrigo Maia (RJ), ainda não havia sido comunicado oficialmente. O líder do DEM no Senado, José Agripino, disse "não tem nada disso". Dias tem uma briga com DEM (o ex-PFL). Nos anos 1990, o senador fez oposição ao então governador Jaime Lerner (então no PFL).

A expulsão de Alvaro Dias do PSDB ocorreu metade do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), quando o senador chegou a assinar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar escândalos de corrupção. Ele e o irmão, o também senador Osmar Dias, acabaram se filiando ao PDT - partido que fazia oposição a FHC.

Em 2002, Alvaro Dias disputou o governo e apoiou Lula no segundo turno contra José Serra. Favorito, ele, porém, acabou derrotado por Roberto Requião (PMDB). No inicio do governo petista chegou a ser cotado como ministro. No entanto, Requião aproximou-se do governo e ele acabou voltando para o PSDB.

De volta ao ninho tucano, consolidou-se no Senado como um congressista ativo em CPIs. Teve atuação destaca da CPI dos Correios. Foi a partir do seu gabinete que várias linhas de investigação nasceram. Em plenário, também manteve discursos duros contra o presidente Lula. Em 2006, reelegeu-se com facilidade para o Senado.

Nos últimos quatro anos, Alvaro Dias tentou pavimentar sua candidatura ao governo do Paraná, cargo que ocupou entre 1986 e 1990 quando era do PMDB. Dias, porém, enfrentou uma briga interna no PSDB contra o então prefeito de Curitiba, Beto Richa. No diretório tucano, o senador foi derrotado e vaga para disputar o governo ficou com Richa.

O senador nunca deixou de protestar contra a decisão. Costuma dizer que seu nome uniria mais partido. Argumenta que ele teria até o apoio de Requião e do PMDB. Curiosamente, sua candidatura a vice irá reforçar o palanque de Beto Richa. Isso porque Osmar Dias desistirá do governo e será candidato ao Senado na chapa tucana.

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