O tucano começou a disputa em sétimo lugar nas pesquisas

Aluysio Nunes Ferreira, do PSDB, foi eleito senador por São Paulo
AE
Aluysio Nunes Ferreira, do PSDB, foi eleito senador por São Paulo
O tucano Aloysio Nunes Ferreira é o primeiro senador eleito pelo PSDB em São Paulo desde 1994. O resultado contrariou as últimas pesquisas de voto que mostravam a vitória dos dois candidatos apoiados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deixavam o tucano em terceiro lugar na disputa.

A vitória de Aloysio foi confirmada pela Justiça Eleitoral no momento em que 90% das urnas paulistas haviam sido apuradas. O tucano tinha 30,6%, enquanto Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B) contabilizavam, respectivamente, 22,4% e 20,9% dos votos.

O voto foi consolidado em cima da hora, como era a esperança dos tucanos, a exemplo do que ocorreu com Guilherme Afif (DEM) em 2006 – ele tinha cerca de 30% das intenções de voto nas últimas pesquisas e acabou com 43,7% dos votos nas urnas, perdendo por aproximadamente 700 mil votos para Eduardo Suplicy (PT).

A história de Afif era repetida pelos tucanos que acreditavam na vitória de Aloysio. O novo senador também contava outra história: sua filha lhe havia perguntando, pouco tempo antes das eleições, em quantos senadores deveria votar. Se a própria filha do candidato não sabia detalhes da votação ao Senado, conta Aloysio, a maioria dos eleitores descobriria seu candidato ao Senado em cima da hora.

Aloysio começou a campanha em sétimo lugar nas pesquisas. Sua ascensão foi favorecida pela saída de Orestes Quércia (PMDB) da disputa. O peemedebista desistiu da candidatura após o diagnóstico de um câncer e seu partido declarou apoio ao candidato tucano.

Aloysio herdou o tempo do horário eleitoral de Quércia e, com 5 minutos e meio, mais do que o dobro dos outros candidatos, o tucano tentou colar a imagem nos correligionários mais conhecidos. Mostrou Alckmin e Serra a exaustão e também foi o único no Estado a mostrar um depoimento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem foi ministro da Justiça

O tucano também foi favorecido pela queda de Romeu Tuma (PTB) nas pesquisas. Também internado, o senador e candidato à reeleição não fez eventos de rua no último mês da campanha.


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