Aloysio diz que migração de votos é `aritmética¿

Sem estratégia definida, candidato tucano ao Senado diz que ainda não é possível medir o impacto eleitoral do apoio

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O candidato ao Senado Aloysio Nunes (PSDB) confirmou, nesta segunda-feira, em São Paulo, que fará a recomposição da chapa para acomodar o PMDB e que a transferência de votos dos eleitores de Orestes Quércia (PMDB) acontecerá de forma ‘aritmética’. O candidato, que recebeu hoje o apoio oficial de Quércia para concorrer à vaga do Senado, estava acompanhado dos tucanos Geraldo Alckmin e Sidney Beraldo.

De acordo com Aloysio Nunes, ainda não é possível medir o impacto eleitoral do apoio. “Só o tempo dirá. Estamos todos aturdidos com o novo quadro que está posto”, afirmou. Nunes disse ainda que o partido de Quércia está inclinado a nomear o deputado Airton Sandoval para a primeira suplência, mas que ‘quem vai tomar essa decisão é o PMDB’. Com o novo quadro, Sidney Beraldo (PSDB) passaria a ser o coordenador da campanha de Nunes. Beraldo declarou ser ‘mais do que legítimo o PMDB pleitear a continuidade da aliança. Nada mais legítimo e justo’.

Nunes comentou sobre a ofensiva da ala "Dilmista" do PMDB de São Paulo liderada pelo presidente do PMDB e vice na chapa da petista, Michel Temer. Essa ofensiva vem acontecendo há bastante tempo e com resultados escassíssimos. O Quércia, embora resguardado, está participando. Está conversando com as pessoas”, afirmou.

O dobro do tempo de propaganda não deve alterar a estratégia definida por Aloysio Nunes para o horário eleitoral. O tucano declarou que vai continuar com a linha propositiva mostrando as pessoas que o apoiam, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o candidato à Presidência José Serra e o candidato ao governo de SP, Geraldo Alckmin. Nunes não acredita que o incremento de tempo na TV vai aumentar a exposição de Serra e Alckmin. “É natural”, concluiu.

Apesar de estar presente, o candidato ao governo de SP, Geraldo Alckmin, não deu muitas declarações. Limitou-se a lamentar o acontecido e desejou melhoras a Orestes Quércia. Concluiu responsabilizando Quércia pelo ‘gesto de fineza em todo o processo de liderança do PMDB de SP para apoiar a candidatura de Serra’.

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