Alianças já consolidadas aguardam DEM, PDT e PSB em Goiás

Partidos estão divididos a respeito de apoio a Perillo, Rezende ou Cardoso

Gustavo Martins, iG Goiás |

A 102 dias das eleições, DEM, PSB e PDT seguem indefinidos na corrida pela sucessão em Goiás. As siglas devem decidir o grupo em que estarão inseridas apenas no dia próximo dia 30. As alianças lideradas por PSDB-PTB-PPS, do candidato Marconi Perillo; PMDB-PT-PCdoB, de Iris Rezende; e PP-PR-PV, de Vanderlan Cardoso, ainda terão que esperar até o prazo limite estabelecido pela lei eleitoral para saber se podem contar com o apoio dos partidos e terem noção exata do apoio e tempo de TV das campanhas.

Durante a convenção do DEM, no dia 30 na Câmara Municipal, um grupo de delegados apresentará proposta de apoio ao candidato que se comprometer em ceder à legenda a vaga de vice-governador e uma das duas vagas ao Senado. A sigla é a que possui o terceiro maior tempo de exposição em mídia, atrás exatamente de PMDB e PSDB. O presidente regional do partido, o deputado federal Ronaldo Caiado, garantiu na última terça-feira (22), que apoiará a decisão dos delegados. Caiado é desafeto político do candidato do PSDB, Marconi Perillo. A maioria dos Democratas, no entanto, estaria inclinada pelo apoio à chapa do candidato tucano.

O partido possui nomes fortes para a candidatura ao Senado e deve ratificar na convenção, Demóstenes Torres como pleiteante à vaga no Senado. Demóstenes foi eleito senador em 2002 pelo DEM com apoio do PSDB. Desde 2006, a sigla do presidente Ronaldo Caiado escolheu caminhar sozinha e perdeu espaço. Os democratas são opositores históricos de PT e PMDB em Goiás e isso dificultaria a aliança. Na chapa de Marconi Perillo, a vaga de vice-governador segue em aberto, assim como uma das vagas do Senado. O PTB apóia e busca uma das vagas ao Senado na coligação. Neste caso, PTB ou DEM precisariam ceder.

O PSB, assim como o PDT, segue dividido entre as chapas PMDB-PT, de Iris Rezende e PP-PR, do pré-candidato Vanderlan Cardoso. Segundo o presidente estadual do PSB, Barbosa Neto, a negociação da aliança não significa fazer leilão. Barbosa Neto garantiu que o fato de haver opiniões divergente no partido não acarretará debandada e que a decisão será acatada por todos. Barbosa quer ser candidato ao Senado, reivindicação já feita a Iris e Vanderlan. A princípio, os dois candidatos concordaram em ceder a vaga ao presidente estadual do PSB.

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