Alianças informais dão corpo à disputa no Rio Grande do Sul

Setores de PTB e DEM anunciam apoio a Yeda e Fogaça. Tarso já tinha adesão de parte do PDT

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre |

Com partidos importantes divididos ou fora da disputa majoritária, as alianças informais começam enfim a tomar forma definitiva no Rio Grande do Sul. Na quarta-feira, foi Yeda Crusius (PSDB) quem recebeu novos apoios. Hoje é a vez de José Fogaça (PMDB).

No início da tarde desta quinta-feira, deve ser anunciado o apoio do DEM gaúcho à candidatura do peemedebista, assim como a Germano Rigotto, candidato do PMDB ao Senado. O apoio não virá de forma oficial, com a integração do partido à coligação, mas as principais lideranças do DEM, como Onyx Lorenzoni, devem anunciar adesão à candidatura de Fogaça.

O candidato do PMDB é um dos protagonistas do principal caso de apoio não-oficial das eleições gaúchas até agora. Isso porque líderes do partido de seu vice debandaram da coligação. O PDT rachou ainda na largada da corrida eleitoral, com o ex-governador trabalhista Alceu Collares subindo no palanque do PT, no primeiro ato de campanha, e declarando voto em Tarso Genro. A partir daí, Collares, e, por extensão, Tarso, multiplicou apoios no PDT, principalmente entre os prefeitos do partido. O pedido de expulsão que a direção estadual encaminhou à executiva nacional não foi aceito, e os dissidentes ficaram fortalecidos, assim como a coligação encabeçada pelo PT. 

Na última quarta, 29 de julho, foi a governadora Yeda Crusius quem lucrou com um partido que está fora das disputas majoritárias. O PTB, coligado com o DEM nas proporcionais, viu um setor importante da sigla aderir à candidatura peessedebista. Em visita à Santa Rosa, Yeda ouviu do presidente do PTB de Três de Maio e do prefeito de Boa Vista do Buricá que os trabalhistas do Noroeste gaúcho irão apoiá-la.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG