Para Maria Lúcia Werneck Vianna, popularidade de Cabral é reflexo da segurança no Rio

As alianças feitas pelo candidato Fernando Gabeira (PV) são um dos motivos para a grande distância entre o candidato verde e o primeiro colocado nas pesquisa eleitorais, Sérgio Cabral (PMDB). A avaliação é da cientista política Maria Lúcia Werneck Vianna, professora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Segundo pesquisa Vox Populi/Band/ iG divulgada hoje, Cabral está 34 pontos percentuais na frente de Gabeira. O candidato verde está coligado com o DEM, o PPS e o PSDB.

“Apesar do Gabeira ser um candidato muito competitivo, as alianças que ele fez parecem não ter agradado o eleitor fluminense. Embora não seja possível afirmar que o eleitor de uma cidade ou Estado seja de direita ou esquerda, no Rio de Janeiro o eleitorado está mais próximo da esquerda que pensa nas questões ambientais do que dessa direita tradicional que o Gabeira se aliou”, diz Maria Lúcia. Segundo a especialista, a saída de Antony Garotinho (PR) também favoreceu Cabral, “porque ele tiraria eleitores do atual governador, especialmente entre os mais pobres”.

Maria Lúcia também aponta as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) como motivos para a liderança do atual governador. “A popularidade do Cabral é reflexo da política de segurança dele que vem tendo grande visibilidade em todas as classes, não só os mais pobres. As Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) também tiveram grande visibilidade na mídia e é outra vitrine para o candidato do PMDB”, diz a cientista.

Outro motivo apontado por Maria Lúcia é o atrelamento entre a candidatura de Cabral com à Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, que tem grande popularidade no Estado.

A especialista não acredita que a propaganda eleitoral gratuita, que começa na próxima semana, poderá fazer grande diferença. “A propaganda eleitoral tem um papel central, mas, no caso do Rio, não será decisivo. Os programas na TV certamente trarão mudanças nessa estagnação das pesquisas, mas não significa que haverá mudanças significativas que possam forçar uma virada ainda no 1° turno”, diz ela.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.