Aliança oposicionista está cada vez complicada em Pernambuco

Episódio envolvendo Sergio Guerra e Raul Henry prejudica a já combalida chapa de Jarbas Vasconcelos

Thaisa Lisboa, iG Pernambuco |

A aliança entre o PSDB e PMDB em Pernambuco está cada vez mais estremecida. Desta vez, os protagonistas são o deputado federal Raul Henry (PMDB) e o senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB.

Guerra, que disputa uma vaga para a Câmara dos Deputados, está sendo criticado pelos candidatos da base do seu candidato ao governo, Jarbas Vasconcelos (PMDB), por consentir a adesão de tucanos à campanha do governador Eduardo Campos (PSB), candidato à reeleição. A situação ficou ainda pior porque o presidente do PSDB marcou para este fim de semana uma série de eventos para os quais Jarbas não teria sido convidado.

Guerra disse ao Jornal do Commercio que o PSDB não era o único partido a ter esse tipo de comportamento. “Se Raul (Henry) for lançar candidatura em Araçoiaba, onde o prefeito vota em Eduardo, o que ele faz? Jarbas vai? "questionou. A declaração foi o ápice para o início de uma troca de farpas entre Guerra e Henry.

O deputado federal não gostou da comparação que o senador fez entre os dissidentes do PMDB e do PSDB, que estão no palanque do socialista Eduardo Campos. Além disso, sentiu-se desconfortável por ter sido chamado de ‘filho de Jarbas’ por Sérgio Guerra. "Ele começou a ultrapassar o limite da ironia para entrar no terreno da falta de respeito. Não vou dar a resposta que ele merece porque tenho responsabilidade com a campanha", afirmou Henry.

Guerra falou que não fez nenhum tipo de ironia e que não acusou Raul Henry de traição partidária. “Eu apenas tive a intenção de dizer que ele era como se fosse filho. Não o desmerece, não o degenera, não o diminui. As relações de afinidade entre os dois são conhecidas. Não sou injusto ou abestalhado”, falou.

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