Aliados de Serra no Paraná minimizam pesquisa eleitoral

O ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) disse que "a campanha ainda não começou"

Agência Estado |

Principal difusor da campanha de José Serra à Presidência da República no Paraná, o ex-prefeito de Curitiba Beto Richa (PSDB) minimizou os números da pesquisa CNI/Ibope, que apontaram a liderança da candidata petista Dilma Rousseff com 40% contra 35% para o tucano. "A campanha ainda não começou", ponderou. "Há uma exposição excessiva da adversária, aproveitando eventos com o presidente Lula."

Ele repetiu o bordão de que a pesquisa é apenas "retrato do momento", ressaltando que a tendência é haver uma reversão quando a campanha começar, principalmente após os debates e programas eleitorais na televisão e no rádio. "O Serra tem as melhores propostas e uma trajetória política invejável, de realizações, competência e decência", afirmou. "Na campanha eleitoral, isso ficará muito evidente."

Richa defende que não haja mudança no tom de discurso adotado por Serra, que tem poupado o governo federal de críticas mais ácidas. "Esse é o estilo dele, não adianta querer mudar para uma campanha agressiva porque nem cairá bem com o Serra", acentuou. No Sul, o tucano ainda mantém a dianteira com 42% das intenções de voto contra 34% da petista.

Alianças

O PPS ainda não decidiu se vai se integrar à campanha de Richa ou se lançará candidato próprio ao governo do Estado, o que acontecerá somente no dia 26. Mas já faz campanha para Serra no Paraná. "Sabemos que é o melhor para o País", disse o presidente regional do partido, Rubens Bueno. Segundo ele, os números do Ibope foram favoráveis à candidata petista porque ela ainda não se expôs no "circuito de debates".

Já o PP, que aprovou coligação com o PSDB no Estado, ainda está indefinido quanto ao apoio a Serra. "A tendência é ir com Serra", disse o presidente estadual do partido, deputado federal Ricardo Barros, que integra a chapa de Richa como candidato ao Senado. "Mas eu não sou dono do partido, sou apenas o presidente. A Executiva é que tem de se manifestar." Ele também preferiu o bordão de que a pesquisa "reflete o momento", mas advertiu: "Será uma eleição dura".

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