Aliados de Serra na Bahia investirão nas classes pobres

DEM e o PSDB se reúnem para traçar as primeiras estratégias para o segundo turno da eleição presidencial

Lucas Esteves, iG Bahia |

O DEM e o PSDB da Bahia se reuniram na tarde desta quarta-feira (13) em Salvador para traçar as primeiras estratégias práticas de como operacionalizar a campanha do 2º turno nacional no Estado. O encontro, ainda que tenha acontecido quase com a campanha extra pela metade, atraiu grande parte dos políticos das duas legendas entre deputados estaduais e federais, reeleitos ou não, os candidatos derrotados na campanha deste ano e diversos o candidato a vice-presidente Índio da Costa, que representou o ex-governador paulista.

O principal conceito discutido na ocasião foi oi “empenho individual” que os integrantes do grupo serrista deveriam empreender até o final deste mês. Isto significa que deverá haver de todos os envolvidos no processo um esforço de convencimento corpo-a-corpo com os eleitores da Bahia. Isto, no entanto, será acompanhado de poucos recursos financeiros em uma campanha classificada como “relativamente pobre” pelos representantes dos dois partidos.

Para que esta estratégia tenha resultados, demistas e tucanos elegeram como prioridades a disseminar do discurso de Serra o aumento do salário mínimo para R$ 600, reajuste do benefício dos aposentados em 10%,a criação da 13ª parcela do Bolsa Família e ampliação do programa. Todas estas frentes criadas especialmente para cativar o eleitorado mais pobre, o que mais votou em Dilma Rousseff (PT).

Segundo o deputado federal reeleito Jutahy Magalhães Júnior, a estratégia foi feita realmente pensando nesta parcela da população. “Depois que Serra prometeu ampliar o salário mínimo, por exemplo, o percentual dele (nas pesquisas feitas na Bahia) subiu de 14% para 20%”, explicou.

Demistas como José Carlos Aleluia, que não conseguiu se eleger senador no último pleito, sentenciaram que não há recursos para extravagâncias, mas defenderam que, no esforço para eleger Serra presidente, todo os tipos de soluções deverão ser usadas pelos partidos na campanha. “Vamos fazer o que for possível. Mesmo que tenhamos de escrever (o número 45) com carvão nos muros. O possível é pouco, mas acho que é suficiente para vitória de Serra”, pregou o deputado federal.

O parlamentar ACM Neto reiterou que não haverá gastos volumosos na caminhada do 2º turno e que a prioridade das lideranças em todo o Estado deverá ser outra, mais objetiva. “O que importa é o empenho individual com foco na virada”. A falta de dinheiro gerou inclusive certo desconforto entre os cabos eleitorais e lideranças do interior, preocupados com uma possível falta de material visual de campanha. O presidente baiano do PSDB, Antônio Imbassahy, porém, garantiu que haverá recursos para a confecção destes materiais.

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