Alerj: Wagner Montes e Clarissa Garotinho lideram

Para Câmara dos Deputados, filho de Picciani seria o sexto mais votado, atrás de Garotinho, Romário, Molon e Andreia Zito

Manuela Andreoni, iG Rio de Janeiro |

Se as previsões do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS) se confirmarem, quatro filhos de políticos já conhecidos dos eleitores do Rio de Janeiro podem ser eleitos com recorde de votos no próximo dia três. Em pesquisa realizada entre os dias 16 e 24 de agosto, o instituto constatou que a vereadora Clarissa Garotinho (PR) lidera a corrida para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), atrás apenas do apresentador e deputado candidato à reeleição, Wagner Montes (PDT).

De acordo com a pesquisa do IBPS, se as eleições fossem hoje Montes teria 395.743 votos. A filha dos ex-governadores Anthony e Rosinha Garotinho seria eleita com 101.874 votos. Investigado pelo Ministério Público por distribuir benesses a eleitores em seu centro social, o deputado Domingos Brazão (PMDB) também está entre os potenciais seis deputados estaduais mais votados. Rafael do Gordo (PSB) e Paulo Melo (PMDB) vêm logo atrás.

Filho mais novo de Jorge Picciani – candidato ao Senado pela coligação de apoio à reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB) –, Rafael Picciani (PMDB) está em 12º lugar, e teria 25.469. De acordo com o presidente do IBPS, o cientista político Gerlado Tadeu, ele seria o décimo e último deputado eleito pelo PMDB para a Alerj nestas eleições.

Família Garotinho

Mas segundo o levantamento, o melhor desempenho nas urnas da família Garotinho deverá ser garantido mesmo pelo patriarca da família, o ex-governdor Anthony Garotinho (PR). A previsão do instituto é de que ele seja eleito com 413.508 votos, seguido pelo ex-jogador Romário (PSB), que poderia vencer o pleito com 127 mil votos se as eleições fossem hoje.

O filho mais velho do presidente da Alerj também teria sucesso nas urnas. A pesquisa mostra que Leonardo Picciani (PMDB), que tenta o segundo madato como deputado federal, seria o sexto mais votado do Rio para a Câmara, com 64.631.

Para o presidente do IBPS, a candidatura de filhos de políticos já consolidados é sempre mais fácil.

"Basicamente essas pessoas já têm uma experiência eleitoral, conseguem se organizar melhor, já têm seus redutos eleitorais, suas redes de relações com vereadores, prefeitos, cabos eleitorais. A pessoa sai na frente, já conta com uma estrutura montada. Não garante uma eleição, mas dá uma vantagem comparativa”, avalia.

Embora esteja em seu segundo mandato, a deputada federal Andréa Zito (PSDB) também se consagrou nas urnas com a ajuda da popularidade do pai, José Camilo Zito (PSDB), prefeito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Se os eleitores tivessem de ir hoje às urnas, a tucana teria 70.507 votos.

O deputado estadual Alessandro Molon (PT), que tentou ser prefeito em 2008, deve ter a terceira maior votação para a Câmara, com 77.424 votos. Em quarto vem Simão Sessim (PP), que tenta reeleição, seguido pela ex-secretária municipal de Cultura Jandira Feghali (PCdo B), Nelson Bornier (PMDB), Chico Alencar (PSOL) e Benedita (PT).

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