Aleluia: Eleição será chave para erradicar populismo no Brasil

Em Madri, deputado compara movimento populista no Brasil ao do Uruguai, Venezuela e Bolívia

Agência Estado |

As eleições de outubro "são decisivas" para o Brasil e sua democracia, assinalou hoje o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), candidato ao Senado, quem alertou sobre o rumo populista que caminha seu país e o restante da América Latina.

"Não podemos abandonar a luta contra a pobreza nas mãos de populistas", afirmou Aleluia em um fórum internacional organizado na localidade madrilena de Navacerrada pela Fundação para a Análise e os Estudos Sociais (FAES), vinculado ao Partido Popular (PP), a principal força da oposição na Espanha. Aleluia participou hoje junto do ex-presidente do Uruguai Luis Alberto Lacalle e o prefeito de Caracas, Antônio Ledezna no último dia desse curso de verão, sobre a liberdade e o populismo.

O deputado explicou que os movimentos que ocorrem no Brasil atualmente são "semelhantes" ao que estão ocorrendo no Uruguai e, com maior intensidade, na Venezuela e Bolívia. "São Governos que buscam uma popularidade a qualquer custo", deixando para trás as propostas de centro, direita ou esquerda, afirmou Aleluia.

Referiu-se a seu país e aos programas dos candidatos às eleições presidenciais de 3 de outubro, Dilma Rousseff (PT) e o opositor José Serra (PSDB), que partem com as mesmas intenções de votos, em torno de 37%, segundo as últimas pesquisas.

Dilma é a candidata escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Serra, como principal nome da oposição, reúne siglas como PPS e DEM, partido de Aleluia. "Uma das propostas que (Lula) tentou  desde o início de seu Governo é o que eles denominam controle social sobre a imprensa, que significa o controle da imprensa pelo partido oficial do Governo", assegurou Aleluia.

Segundo o deputado, o programa de Dilma também aposta por esse "controle social da imprensa e dos meios de comunicação". Lembrou que Lula pensou em criar um Conselho Federal de Jornalismo e um Conselho Audiovisual para "controlar" aos meios de imprensa. "A imprensa, sobretudo a escrita, mas também a televisão e o rádio têm dificuldades para expressar seu pensamento", acrescentou.

*Com informações da EFE

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