Aleluia cobra uso de equipamento de segurança na Bahia

Candidato ao Senado no Estado quer que secretário comprove uso de rádios aquiridos por Paulo Souto há quatro anos

Lucas Esteves, iG Bahia |

O candidato ao Senado pelo DEM da Bahia, José Carlos Aleluia, cobrou do secretário de Segurança Pública, César Nunes, um explicação pela falta de utilização de equipamentos de telecomunicação da polícia adquiridos no governo de Paulo Souto (DEM), encerrado em 2006. De acordo com o deputado federal, os equipamentos estão encaixotados há quatro anos. Nunes, por sua vez, garantiu a efetivação da distribuição em todo o Estado.

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O candidato ao Senado Federal pela coligação A Bahia Merece Mais, José Carlos Aleluia
Segundo o democrata, foram investidos milhões de reais em aparelhos modernos para o uso da polícia, mas a administração petista mantém boa parte deles em contêineres até hoje. De acordo com Aleluia, o uso dos equipamentos não é possível já que não foram instaladas as devidas centrais de operação para a operação dos rádios. “Nas viaturas da Polícia Civil, na maioria das cidades baianas, os rádios não funcionam nem dentro das zonas urbanas. Os policiais ficam impossibilitados de pedir apoio diante de qualquer crime”, dispara.

Um exemplo, segundo Aleluia, são os rádios codificados de tecnologia TETRA, que contêm GPS e uma categoria de sinal cujo os rádios comuns não conseguem captar. Até hoje policiais civil e militar operam rádios comuns no combate ao crime.

Segundo o secretário César Nunes, algumas cidades já usam o sistema dentro das delegacias, mas a maior parte do material só será usada depois que as 22 centrais de recepção forem construídas. Além de Salvador, os municípios da Região Metropolitana e as cidades de Vitória da Conquista, Juazeiro e Itabuna já teriam seus equipamentos em uso pelas autoridades policiais.

“Pelo menos César Nunes admite que a maior parte continua encaixotada, numa demonstração escandalosa de desperdício do dinheiro público e total irresponsabilidade”, critica o candidato ao Senado. Segundo ele, a curta utilização do sistema de identificação digital de balística batizado de IBIS é outro desperdício. Após seis meses de uso, foi desativado por falta de manutenção. Já o Sistema de Informação Policial, Inteligência e Gestão (Sigip), que custou aos cofres públicos na gestão Souto US$ 21 milhões, até hoje aguarda implantação pelo governo Wagner.

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