Governador eleito de São Paulo irá criar um comitê para coordenar ações de interesse da região metropolitana

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O slogan 'continuidade com avanço' que pautou a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo do Estado de São Paulo nessas eleições vai dar também o tom à nova gestão do tucano à frente do Palácio dos Bandeirantes. Mais uma vez no comando do executivo paulista, uma das apostas de Alckmin será o fortalecimento da área metropolitana.

A ideia não é criar uma nova secretaria para isso, mas sim um comitê que coordene as ações das pastas da Habitação, Transportes, Saneamento, Planejamento, Casa Civil e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE, órgão gestor dos recursos hídricos do Estado) para integrar e otimizar as ações voltadas aos assuntos metropolitanos.

Agência Serra
O governador eleito de SP, Geraldo Alckmin (PSDB), em visita a Ribeirão Preto
O foco na questão metropolitana não ficará restrito apenas às questões econômicas e de produção de riquezas, mas também às ações voltadas a combater a vulnerabilidade social. Apenas a região metropolitana de São Paulo e as quatro áreas urbanas industriais próximas, formadas pelas cidades de Campinas, São José dos Campos, Santos e Sorocaba, concentram 80% da população do Estado e respondem por cerca de 70% do PIB de São Paulo. "A gestão metropolitana é uma prioridade", garante o governador eleito.

Além do foco nos assuntos metropolitanos, Alckmin também vai priorizar o estilo gerencial na administração do Estado, marca registrada dos governos tucanos em São Paulo. Com isso, o novo secretariado deve aliar o perfil técnico com o político. Não está descartada a manutenção de alguns nomes das gestões José Serra/Alberto Goldman. Outra característica é que a participação dos partidos aliados - como DEM, PMDB, PPS, PV e PTB - na nova administração, não tenha como foco principal a obtenção de cargos, mas a incorporação de projetos.

O gabinete de transição do novo governo paulista já está delineando as linhas gerais que irão pautar a administração do Estado mais rico da federação. O PSDB sabe que São Paulo será uma das grandes vitrines da oposição na gestão da presidente eleita Dilma Rousseff (PT).

Até o dia 10 deste mês, ficará pronta a radiografia da gestão Goldman, com informações sobre quadro funcional, projetos em andamento e previsões orçamentárias para cada pasta. A partir desse diagnóstico, o gabinete de transição deve iniciar de fato as discussões sobre a composição do novo secretariado. Os primeiros nomes serão fechados a partir da próxima semana e anunciados depois do dia 15.

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