Alckmin quer retomar programa esvaziado por Serra em SP

Programa Escola da Família perdeu mais da metade da verba no governo Serra; Alckmin promete fortalecê-lo

Piero Locatelli, iG São Paulo |

O candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, prometeu fortalecer o programa Escola da Família, que perdeu mais de metade da verba durante a gestão de José Serra (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes.

Criado no começo do último mandato de Alckmin em São Paulo, em agosto de 2006, o projeto perdeu dinheiro e foi enxugado durante a gestão de Serra. A verba gasta pelo Estado no Escola da Família caiu 63% de 2006, último ano do governo Alckmin, até 2009, último ano de Serra a frente do Estado. Os gastos com o projeto caíram de R$ 208 milhões em 2006 para R$ 77, 1 milhões em 2009. O número de escolas atendidas, que ultrapassava 5.000, diminuiu para 2.350 na gestão de Serra.

O programa foi uma das principais bandeiras de Gabriel Chalita na Secretaria da Educação. Ao sair do PSDB, o atual candidato a deputado federal pelo PSB disse que Serra “acabou com o projeto”.

Apesar dos atritos gerados pelo projeto, Alckmin prometeu ampliar o Escola da Família. Em seu programa, também está escrito que sua gestão deve “fortalecer o Escola da Família com cursos profissionalizantes de curta duração”.

Por meio do Escola da Família, a secretaria paga metade da mensalidade de um curso de graduação a estudantes no valor de até R$ 267,00. Para receber a bolsa, os alunos desenvolvem trabalhos sociais em escolas estaduais nos fins de semana.

Alckmin disse que o programa paulista serviu como base para o Governo Federal fazer o Programa Universidade para Todos (Prouni). “O pessoal do Governo Federal veio até São Paulo quando eu era governador para ver a Escola da Família, porque o Prouni vem depois dela”, diz o candidato. Alckmin negou qualquer atrito com Serra devido ao programa.

A Secretaria da Educação, por meio de sua assessoria de imprensa, afirmou que a saída de algumas escolas do programa deve-se ao fato de que algumas unidades ficavam abertas no fim de semana sem público e os universitários que prestavam serviços foram remanejados.

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