Alckmin pede voto para Serra; Mercadante cola em Dilma

A campanha tucana usou a expressão "quem vota Geraldo vota Serra presidente" e a do petista: "Quem vota Dilma vota Mercadante"

Agência Estado |

No horário eleitoral gratuito dos candidatos ao governo de São Paulo, os principais protagonistas da disputa usaram nesta sexta-feira os concorrentes à Presidência da República para tentar convencer o eleitor a manter o voto no mesmo partido. Enquanto a campanha do tucano Geraldo Alckmin - líder nas pesquisas de intenção de voto - usou a expressão "quem vota Geraldo vota Serra presidente", numa tentativa de tentar impulsionar os votos de José Serra (PSDB) em seu próprio Estado, o petista Aloizio Mercadante tentou pegar uma carona na liderança de Dilma Rousseff (PT) no Estado: "Quem vota Dilma vota Mercadante."

Um dos primeiros a abrir o horário eleitoral, Alckmin listou os projetos conduzidos pelo PSDB, como o programa de distribuição de leite e remédios, o Poupatempo e o Rodoanel. Na semana em que a Companhia do Metropolitano (Metrô) de São Paulo parou e prejudicou milhares de usuários, a campanha deu uma atenção especial ao tema transporte público e mostrou cenas dos trabalhos de manutenção feitos diariamente nas linhas, as obras em andamento e a tecnologia empregada. "Isso torna o metrô de São Paulo uma coisa única", elogiou um passageiro.

Alckmin destacou que em 16 anos o PSDB "colocou São Paulo de pé". "Em época de eleição aparecem sempre aqueles que querem destruir o que está sendo feito", disse. "São Paulo é um exemplo de gestão." O tucano pregou a continuidade dos serviços que "beneficiam os paulistas".

Ao tentar colar sua imagem ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Mercadante afirmou que o Estado poderia seguir o modelo federal."O nosso Estado pode oferecer muito mais do que tem sido feito em 16 anos", reforçou.

A campanha acusou os tucanos de não aderirem aos projetos do governo federal por "picuinha" e mostrou imagens de campanhas antigas de Alckmin, afirmando que os tucanos não cumpriram suas promessas. "Eu só lhe peço uma chance", apelou Mercadante. A programa foi encerrado com o anúncio do comício da próxima segunda-feira no sambódromo, onde estarão Lula e Dilma.

Favelas

O candidato do PP, Celso Russomanno, afirmou hoje que, se eleito, vai transformar favelas em bairros e promoverá a distribuição de títulos de propriedade aos moradores de loteamentos irregulares. "É seu direito", afirmou. O programa foi concluído com um apelo do candidato para que os eleitores o levem ao segundo turno.

Já o candidato do PSB, Paulo Skaf, criticou a escassez de mão de obra qualificada e prometeu estender escolas técnicas, nos moldes do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em todo o Estado.

Fábio Feldmann (PV) abordou, por meio de um desenho animado, o uso de carros e a falta de investimento em transporte público. "O governo é responsável por oferecer um transporte público bom e barato", disse. Paulo Búfalo (PSOL) destacou a luta dos parlamentares do partido na esfera nacional e disse que "o PSOL provou que faz a diferença".

Anaí Caproni, do PCO, usou seu tempo na TV para denunciar as punições contra funcionários da Universidade de São Paulo (USP) e acusou o governo tucano de tentar privatizar cursos. O PSTU de Mancha defendeu a luta dos sem-teto e mais políticas públicas para acabar com o déficit habitacional. E Igor Grabois (PCB) propôs a criação de uma frente anticapitalista e pediu votos para os partidos de esquerda.

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