Alckmin está confiante em apoio do DEM a Alvaro Dias

Segundo candidato ao governo de SP, no entanto, decisão cabe a José Serra e à aliança

AE |

Se depender do otimismo do candidato do PSDB ao governo do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o seu partido não precisará rever a decisão de ter escolhido o senador tucano Álvaro Dias (Paraná) para candidato a vice-presidente, na chapa que concorre à Presidência da República, liderada pelo ex-governador José Serra.

Alckmin disse que a decisão cabe a Serra e à aliança, mas afirmou estar confiante na coesão e na força dos dois partidos.

"O DEM tem o compromisso com o Brasil, e nós vamos estar juntos, todos unidos, trabalhando pelo País", disse Alckmin.

O PSDB escolheu ontem Álvaro Dias para vice na chapa do presidenciável José Serra e a decisão não agradou ao DEM, que mantém aliança histórica com os tucanos e não quer abrir mão de indicar o posto.

A indicação do senador Álvaro Dias para compor a chapa tucana puro-sangue com Serra foi uma decisão política para evitar que um curto-circuito no Paraná ameace sua liderança no Estado, única região em que o ex-governador de São Paulo bate a candidata do PT, Dilma Rousseff, nas pesquisas de intenção de voto.

O impasse como DEM terá de ser solucionado até o próximo dia 30, quando acontecerá a convenção dos democratas.

Participação do PTB

Alckmin participou neste sábado da convenção do PTB na Assembleia Legislativa de São Paulo, que oficializou a candidatura à reeleição do senador Romeu Tuma e o apoio à candidatura do tucano ao governo do Estado. Segundo Alckmin, ainda há dúvidas quanto à participação do partido em sua campanha. É que, segundo ele, o PTB tomou a decisão de se coligar a Serra no âmbito nacional, o que vai dar ao presidenciável mais tempo na televisão, mas ainda deve definir se vai se coligar com o PSDB em São Paulo ou apenas apoiá-lo.

Se houver a coligação no âmbito estadual, os candidatos a Senado do PSDB não poderão fazer coligações com o PTB nessas eleições.

Mas, de acordo com Alckmin, foi feita uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que deve ser respondida nos próximos dias. Se o TSE permitir que cada partido mantenha as suas candidaturas ao Senado mesmo com a coligação estadual, ela será confirmada; caso contrário, permanecerá apenas o apoio recebido hoje. "O que já é muito importante, porque o PTB tem presença em todo Estado", disse Alckmin.

Propostas

Entre as propostas do ex-governador Geraldo Alckmin para o seu eventual governo está a mudança na jornada de trabalho e aumento de R$ 1 mil nos salários da polícia paulista. Segundo ele, a ideia é fazer com que os policiais passem a trabalhar oito horas por dia e deixem de cumprir o turno de 12 por 36 - trabalho por 12 horas seguidas e folga nas 36 seguintes. O candidato chamou esse programa de "atividade delegada".

Por trás dessa proposta está a intenção de impedir que o policial faça "bicos" no período de folga, no qual ocorre a maioria dos crimes envolvendo morte de policiais. Para convencer o efetivo a não trabalhar em suas horas de folga, o candidato disse que pretende elevar o salário atual de R$ 2,4 mil para R$ 3,4 mil mensais. Nas delegacias, Alckmin diz que quer melhorar a qualidade do atendimento, usando como parâmetro o padrão de atendimento do Poupa Tempo.

No campo da saúde, o candidato reconheceu que já houve muitos avanços, mas que há muito a melhorar. Ele afirmou também que pretende avançar no atendimento gratuito aos pacientes e investir no tratamento da saúde mental e de dependentes químicos. Segundo Alckmin, quase todas as famílias sofrem com algum usuário de drogas e com a dificuldade de internar um parente. Disse ainda que vai ampliar a rede de ambulatórios para os serviços de saúde específicos.

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