Alckmin e Mercadante trocam acusações na TV

Tucano acusou petista de se ausentar de sessão no Senado e Mercadante afirmou que preço dos pedágios paulistas é abusivo

Ana Paula Prado, iG São Paulo |

O programa eleitoral noturno dos candidatos ao governo do Estado de São Paulo desta quarta-feira foi marcado por troca de acusações entre os dois primeiros colocados nas pesquisas eleitorais: Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT).

Em sua peça eleitoral, o tucano acusou Mercadante de ter faltado na sessão de votação no Senado do dia 6 de julho, em que aprovação de verbas para expansão do metrô paulistano estava na pauta. Em programa exibido na semana passada na TV, Alckmin também acusou Mercadante de se ausentar de outra sessão no Senado, o que foi rebatido pelo petista no Twitter .

O restante do programa do candidato tucano foi dedicado ao público feminino. Projetos como as casas da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) com escritura em nome de mulheres, cursos das Escolas Técnicas Estaduais com foco no sexo feminino e o parto humanizado na rede pública, foram apresentados.

Em seu programa, Aloizio Mercadante, do PT, afirmou que Alckmin “só construiu 2 km de metrô de 2003 a 2006 e levou 16 anos para construir metade do Rodoanel”. O petista disse que pretende fazer 30 km de metrô até a Copa do Mundo de 2010.

Depois, o programa mostrou o petista percorrendo a Rodovia Anhanguera ao lado de um caminhoneiro, que diz pagar R$ 38 para andar 30 km na via. Mercadante disse que o pedágio é abusivo e “atrasa a economia, pois aumenta o valor do frete”. Ele afirmou que vai renegociar os contratos dos pedágios de São Paulo.

Já o candidato do PV ao governo de São Paulo, Fabio Feldmann, reprisou o programa vespertino em que mostra a necessidade de São Paulo diversificar projetos na área de transporte.

Senado
Ricardo Young (PV) afirmou que combater a corrupção é prioridade, pois o "dinheiro público é sagrado"; Orestes Quércia (PMDB) destacou projetos seus executados na área educacional, como a municipalização do ensino e autonomia das universidades estaduais; Aloysio Nunes (PSDB) disse que José Serra criou os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) no Estado e que pretende buscar mais dinheiro do governo federal para ampliar a rede de AMEs em São Paulo; Marta Suplicy (PT) falou da importância de realizar projetos de inclusão digital no Estado e Netinho de Paula (PCdoB) disse que, com sua candidatura, São Paulo terá a oportunidade de eleger um senador negro da periferia.

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