Alckmin anda de trem em dia de pane na CPTM

Candidato tucano não comenta problema; Mercadante critica gestão do sistema de transportes na Grande São Paulo

Matheus Pichonelli e Piero Locatelli, iG São Paulo |

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, andou de trem hoje pela primeira vez em sua campanha. Ele fez o trajeto entre as cidades de Caieiras e Franco da Rocha, na Grande São Paulo, no mesmo dia em que composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) sofreram uma pane na Zona Leste da capital.

AE
Falha nos trens deixou plataformas lotadas na manhã desta terça-feira
Alckmin não quis comentar se a falha ocorreu devido a alguma omissão da gestão tucana no Estado em relação ao sistema ferroviário. "Eu não tenho a razão técnica, então não vou fazer nenhum comentário. Antes, vou ouvir os engenheiros e o pessoal da CPTM”, afirmou o candidato em entrevista aos jornalistas, depois de fazer uma caminhada no centro de Franco da Rocha.

Devido a um defeito no sistema de alimentação dos trens, a circulação da Linha 11–Coral foi interrompida às 4h15 da madrugada desta terça-feira, entre as estações do Brás e do Tatuapé. Informações da CPTM dão conta de que 70 mil usuários foram prejudicados por causa do problema. A circulação dos trens só foi normalizada pouco antes do meio-dia.

Ao falar do sistema de transportes, Geraldo Alckmin disse que o PSDB expandiu a capacidade da rede ferroviária. "A CPTM transportava, quando o Mario Covas assumiu, 800 mil passageiros por dia. Hoje são 2,2 milhões de passageiros por dia", disse o candidato.

Principal adversário de Alckmin na disputa eleitoral, o candidato petista Aloizio Mercadante não poupou críticas à situação do transporte público na Grande São Paulo. “Foram comprados vagões para melhorar a capacidade de transporte da CPTM e colocaram poucos vagões nas linhas. A qualidade do transporte continua muito ruim nas composições da CPTM”, afirmou Mercadante.

O candidato do PT também criticou a lentidão nos programas de expansão do metrô paulistano. “Os investimentos são muito lentos. No México, (a cidade do México) começou junto com São Paulo e tem mais de 200 quilômetros de metrô. Em São Paulo, não chega a 70 quilômetros. Na China, foram feitos 120 quilômetros em quatro anos”, disse.

Em conversa com jornalistas na Vila Nova Cachoeirinha, onde fez uma caminhada de campanha, Mercadante prometeu mudanças. Disse ter metas ambiciosas para que São Paulo receba a Copa do Mundo de 2014. Para isso, afirmou, pretende construir 30 quilômetros a mais de metrô em quatro anos e dobrar a capacidade da CPTM em dois anos. Prometeu também aumentar o número de vagões, colocar semáforos inteligentes no sistema de trens, modernizar as estações e construir pontes de acesso. “A resposta mais rápida que a Grande São Paulo pode ter é a CPTM, mas falta gestão no sistema”, afirmou.

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